02/12/2020
"E então, naquele dia, eu resolvi sair para uma corridinha."
Marcos Guilherme disparou depois do bumba-meu-boi-telegrafado de Moisés.
Acelerou se transmutando em um Relâmpago Marquinhos ensandecido pela bandeirada final. CATCHAU!, engoliu os metros, ultrapassou os zagueiros retardatários e avançou para a linha de fundo.
Enxerguei em campo uma mistura do McQueen da Pixar com o Forrest do Tom Hanks tão clara e precisa quanto a minha cabeça alta pelos dois ou doze tragos entre o expediente e o apito inicial conseguiu conseber.
E ainda teve drible.
Primeiro, caneta e marcador no chão.
Depois, o goleiro ludibriado e derrubado no gramado.
Com o gol aberto, esperando o inevitável desfecho da cinematográfica jogada, um chute no ângulo.
NO ÂNGULO.
Nem precisava.
Marcos Guilherme meteu um gol de Oscar, o mais perto de um Puskás que um colorado chega em milênios.
Seguimos.
Terça-feira tem mais.
Não podemos parar de correr agora.