09/02/2026
Bom@dia,boa tarde,boa noite!! Quando eu falo sobre trabalhar com peptídeos isolados em situações de cicatrização, não significa que eu seja contra os blends. Blends podem ser muito práticos, principalmente quando o objetivo é reduzir o número de aplicações. Mas quando estamos falando de tratamento e de uma terapia experimental, eu gosto de entender a sinalização e acompanhar a resposta do organismo em cada etapa.
A inflamação inicial faz parte da cicatrização. Neutrófilos e macrófagos participam da defesa e da limpeza do ambiente lesionado antes e durante a transição para o reparo tecidual.
E aqui existe um dado interessante sobre o KPV.
Em um estudo experimental em camundongos, o tratamento sistêmico com KPV reduziu significativamente o acúmulo de leucócitos polimorfonucleares no local inflamado, população constituída predominantemente por neutrófilos.
Isso significa que KPV ou Klow causam infecção em feridas? NÃO.
Não temos evidência para afirmar isso.
Mas existe um ponto de interrogação: será que modular essa resposta muito precocemente pode interferir em uma etapa importante da cicatrização em determinadas situações?
Ainda não sabemos.
E é justamente diante desses pontos de interrogação que eu prefiro cautela, individualização e acompanhamento da sinalização do organismo.
Terapia experimental exige raciocínio, não apenas protocolo. Se liga se cuida!!
Referência:
Getting SJ, Schiöth HB, Perretti M. “Dissection of the anti-inflammatory effect of the core and C-terminal (KPV) alpha-melanocyte-stimulating hormone peptides.” Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics. 2003;306(2):631–637. PMID: 12750433. (PubMed)