14/07/2018
DEPRESSÃO TROCANTÉRICA – TEM CORREÇÃO?
O tema de hoje é sobre uma dismorfia da musculatura do Glúteo, chamada de Depressão Trocantérica. Está caracterizada por uma “cova” na parte lateroposterior do Glúteo Máximo alterando a linda forma arrendondada do glúteo feminino. (Fig.1)
CONCEITOS INTRODUTÓRIOS
Primeiro vamos a alguns conceitos básicos que parecem não entrar na cabeça de muita gente. Não se esqueçam nunca que, GORDURA DEFORMA e MÚSCULO DÁ FORMA!
Outro fator que não devemos esquecer é que somos uma mistura de 3 biotipos básicos (Fig.2) e que estes se manifestam de forma geral em 6 formatos corporais femininos (Fig.3).
O FORMATO MUSCULAR É IMUTÁVEL?
Apesar de nascermos com formas corporais diferentes, é possível na musculação melhorarmos e muito a forma final de certos grupos musculares e os glúteos estão aqui incluídos.
Ao explorarmos diferentes eixos e planos articulares, ângulos e padrões de ações musculares concêntricas e excêntricas somos capazes de alterar dramaticamente a forma final da musculatura em trabalho. O intuito da musculação, quando bem aplicada é “esculpir” em carne um corpo esteticamente harmónico. Os que ainda não acreditam que se pode alterar a forma final de um músculo, nunca treinaram de verdade! Mas infelizmente, como tudo tem o seu lado obscuro, este facto também deu margem para que se criasse uma série de “ditados populares” dentro da musculação, mas sem qualquer fundamento. Mas não adianta...
MUSCULAÇÃO DE VERDADE É CIÊNCIA APLICADA NA PRÁTICA!
CAUSAS DA DEPRESSÃO TROCANTÉRICA
Agora vou complicar mais do que explicar. Chegámos ao ponto chave... O que provoca essa dismorfia? Vocês não são capazes de imaginar a quantidade de fatores que podem contribuir para que uma mulher desenvolva tal quadro. Estou há imenso tempo a estudar para entender tais fatores, pois estes nunca se apresentam isoladamente e na verdade estão sempre em combinação para complicar ainda mais o trabalho na hora de organizar, planear e elaborar todo um processo de treino.
Mas para dizer que não disse nada... A dica é: ESTÁ TUDO NO EQUILÍBRIO DO QUADRIL! Entretanto, inúmeros são os fatores que podem interferir no equilíbrio deste, tanto anteroposteriormente quanto laterolateral.
Vamos ver duas condições que contribuem para o aparecimento da Depressão Trocantérica.
A mais óbvia de todas é quando a mulher apresenta uma RETROVERSÃO DO QUADRIL (Fig.4). Essa inclinação posterior do quadril biomecanicamente coloca a musculatura glútea numa posição que dificulta muito a sua ativação total e por consequência o seu desenvolvimento ideal e a alteração da forma original arredondada.
Outra condição interessante e muito comum é a mulher apresentar um SÍNDROME DE ABDUÇÃO DE QUADRIL (Fig. 5). Esta caracteriza-se pela hiperatividade junta da musculatura adutora, inibindo os Glúteos Médio e Mínimo do mesmo lado e o quadril fixa-se em adução. A Depressão Trocantérica nesse caso aparecerá no quadril oposto que pode acabar fixado em abdução alterando a forma dos glúteos formando a “cova” (Fig.1).
Meninas, mas isto aqui não foi nada! Esta “maldita” pode vir ainda de alterações nas ROTAS MIOFASCIAIS da LINHA ESPIRAL, da LINHA ANTERIOR PROFUNDA e/ou LINHA LATERAL e ainda até mesmo de um pé plano (pé chato)!
Pois é... Agora deixo uma pergunta. Adianta alguma coisa copiar o plano de treino de “fulana” ou “beltrana” e tentar imitar? NÃO, CLARO!
RESUMO:
Como disse a célebre Dra. Shirley Sahrmann: “OS OLHOS SÓ VÊEM O QUE O CÉREBRO TREINADO CONHECE”!
BONS TREINOS!