04/09/2026
E se aquilo que sempre ouviste ser “falta de relaxar” for, na verdade, algo que merece ser acompanhado?
A dor ou o desconforto na intimidade ainda são temas sobre os quais muitas mulheres têm dificuldade em falar. E, quando falamos de vaginismo, existe outro mito importante para desconstruir: não estamos necessariamente a falar apenas de penetração.
Em algumas mulheres, o medo, a tensão ou a resposta de proteção podem surgir perante o toque na região íntima ou até perante a antecipação desse contacto.
E não é uma escolha. Não é “coisa da cabeça”. E também não se resolve simplesmente dizendo “tenta relaxar”.
Experiências traumáticas, incluindo situações de violência sexual ou contactos que ultrapassaram os limites daquela mulher, podem estar associadas ao vaginismo em alguns casos. Mas cada história é diferente, e é precisamente por isso que o acompanhamento deve olhar para a pessoa como um todo.
Na Fisioterapia Pélvica, é possível trabalhar a componente física, a consciência corporal, a tensão muscular e estratégias graduais que ajudem a mulher a recuperar segurança no contacto com o próprio corpo.
Mas quando existe medo, ansiedade ou uma componente emocional associada, a Psicologia pode assumir um papel igualmente importante.
Corpo e mente não vivem separados. E a saúde sexual também não deve ser tratada dessa forma.
Sentir dor durante o s**o não deve ser algo que aprende a suportar. Se te identif**as com estes sintomas, fala com a equipa da Clínica Essencial. A Fisioterapia Pélvica e a Psicologia podem trabalhar em conjunto para encontrar uma abordagem adaptada à tua história e às tuas necessidades.
Maria Beatriz Matos | 6444
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