06/06/2026
𝗚𝗼𝘀𝘁𝗮𝗿í𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘃𝗼𝘀 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅ã𝗼 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗮 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗶𝘇𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗻𝗼 𝗔𝗶𝗸𝗶𝗱𝗼.
Em 1956, Benjamin Bloom, psicólogo e pedagogo norte-americano, apresentou uma teoria que viria a influenciar profundamente a educação em todo o mundo. A sua proposta era simples, mas revolucionária: aprender não significa apenas memorizar. A aprendizagem evolui gradualmente, desde a recordação até formas cada vez mais profundas de compreensão e utilização do conhecimento.
Quando observamos uma aula de Aikido para crianças e jovens, esta perspetiva convida-nos a refletir.
Uma criança pode começar por recordar o nome de uma técnica ou a sequência de um exercício. Mais tarde, procura compreender porque faz determinado movimento e qual o princípio que lhe dá sentido. Com a prática, aprende a aplicar esse conhecimento em diferentes situações e, progressivamente, desenvolve a capacidade de analisar, escolher e adaptar as suas respostas.
Talvez seja por isso que o sucesso de uma aula não deva ser medido apenas pela qualidade da execução técnica. Devemos também perguntar se as crianças e os jovens estão a compreender, a pensar, a experimentar, a resolver problemas e a ganhar autonomia.
O legado de Benjamin Bloom recorda-nos que ensinar não é apenas transmitir conhecimento. É criar oportunidades para que cada praticante avance no seu próprio percurso de aprendizagem.
No Aikido, como na educação, o objetivo não é formar repetidores de movimentos. É ajudar cada criança e cada jovem a tornar-se um praticante mais consciente, autónomo e capaz de compreender aquilo que faz.
Porque, no final de cada aula, a questão mais importante talvez não seja "que técnica aprenderam?", mas sim "em que pessoas se estão a tornar?".