16/01/2026
"Um dia saberão toda a verdade"
Sabes aquela equipa de futsal que, de um dia para a noite, deixou de existir?
Porque será…
No início ninguém queria dizer muito.
Falava-se em falta de apoio, em cansaço, em “coisas da vida”.
Mas quem lá estava sabia que não foi isso.
Aquilo não acabou por falta de talento.
Acabou porque começaram a atacar onde dói mais, dentro do balneário.
Não era negociar resultados.
Era pior, era clubes e treinadores a abordarem jogadores por trás, com promessas e conversas mansas no Instagram, como quem não quer nada.
“Grande jogador.”
“Tu mereces outro nível.”
“Vem para um projeto melhor.”
E alguns ouviram aquilo como se fosse uma medalha.
Começaram a achar que já estavam acima da equipa que os fez crescer.
Primeiro foram mensagens.
Depois foram cafés.
Depois foram encontros discretos.
E quando deram por ela, metade do grupo já estava com a cabeça noutro lado.
Durante a semana, o pavilhão parecia maior.
Faltava presença, faltava alma.
Alguns jogadores apareciam nos treinos como se estivessem só a cumprir.
Outros arranjavam desculpas.
E houve aqueles que fizeram a jogada mais baixa de todas.
Treinavam noutros clubes, e ao fim de semana apareciam para jogar ali.
Como se ainda fossem da casa.
Como se estivessem a enganar toda a gente.
Julgavam que enganavam o treinador.
Mas futsal não dá para fingir.
O corpo denuncia.
A atitude denuncia.
A entrega denuncia.
O treinador pode até não ter provas, mas sente logo quando um jogador já não está ali.
Sente no choque que evita, no sprint que não faz, na bola dividida que já não quer, no silêncio que cresce dentro do grupo.
E o balneário foi partindo devagar, como uma parede a rachar.
O passe já não era instinto, era obrigação.
O festejo já não era alegria, era teatro.
As conversas baixavam de tom quando alguém entrava.
E quem ainda era fiel começou a perceber que estava a carregar mortos.
Até que um dia, antes de um jogo, o treinador falou sem levantar a voz.
“Quem estiver aqui, está aqui a sério. Quem não estiver, que não venha.”
Silêncio total.
Ninguém respondeu, mas houve quem baixasse a cabeça.
Ali percebeu-se tudo.
A equipa já tinha acabado, mesmo antes do apito inicial.
E depois foi inevitável.
Um saiu.
Depois outro.
Depois mais dois.
E quando se tentou segurar, já não havia equipa para segurar.
De um dia para a noite, deixou de existir.
E os que foram embora?
Foram cheios de peito, cheios de certezas, cheios de promessas.
Mas agora a época está a correr mal e está quase a acabar.
Minutos contados.
Bancos.
Derrotas.
Ambientes frios.
Treinadores que prometeram tudo e afinal não dão nada.
Alguns já devem estar arrependidos.
Mas não vão admitir.
Porque admitir era assumir que destruíram um balneário por vaidade.
E no fim f**a a parte mais irónica disto tudo, para os treinadores do Instagram....
Agora já não há bons jogadores para vir aliciar.
Agora já não há mails para enviar.
Agora já não há uma equipa forte para desmanchar.
Agora não há atalhos.
Agora vão ver o que signif**a FairPlay e caráter.
Um dia saberão toda a verdade.
Pois sou Amigo do meu verdadeiro amigo.
Façam-se à estrada.