15/09/2026
🧠 DEMÊNCIA: PROTEGER SEM RETIRAR A AUTONOMIA
Quando uma pessoa envelhece ou é diagnosticada com demência, é frequente surgir a preocupação com a sua segurança.
Mas será que isso significa que devemos retirar-lhe autonomia ?Como por exemplo as chaves, o relógio, o telemóvel, o dinheiro ou outros objetos pessoais?
Não necessariamente.
Ter demência não significa perder, de forma automática, a capacidade de participar nas decisões ou de manter pequenos elementos de autonomia no dia a dia.
Retirar todos os objetos de forma abrupta pode provocar ansiedade, medo, desconfiança, irritação e sensação de perda de controlo.
👉 O mais importante é avaliar cada situação individualmente:
🔑 Chaves :existe realmente risco de a pessoa se perder ou de utilizar determinadas chaves de forma perigosa?
Relógio : pode ajudar na orientação temporal e manter uma rotina familiar. Telemóvel :pode permitir manter o contacto com familiares e proporcionar segurança. Se necessário, pode ser simplificado.
Dinheiro :se existir risco de perda ou de utilização inadequada, pode ser necessária supervisão, mas isso não significa necessariamente retirar todo o dinheiro e toda a possibilidade de escolha.
🌿 Cuidar não é simplesmente retirar.
É procurar o equilíbrio entre segurança, autonomia, dignidade e qualidade de vida.
Antes de retirar um objeto, devemos perguntar:
Existe um risco concreto?
É mesmo necessário retirar?
Existe uma alternativa menos restritiva?
Como podemos fazer esta mudança sem aumentar a ansiedade da pessoa?
Quando surge ansiedade ou agitação, devemos também procurar perceber o que está por detrás desse comportamento. Pode existir medo, confusão, dor, alteração da rotina ou simplesmente a sensação de estar a perder o controlo da própria vida.
Falar com calma, validar os sentimentos, manter rotinas familiares e proporcionar pequenas escolhas pode fazer uma grande diferença.
❤️ Uma pessoa com demência continua a ser uma pessoa, com história, preferências, sentimentos e direito à dignidade.
Proteger não deve significar retirar tudo.
Cuidar é adaptar, acompanhar e preservar a autonomia possível.
Seja acompanhado e orientado por um Gerontólogo especialista na área do envelhecimento!
Gerontóloga Margarida Godinho
📞 910 060 976