29/11/2014
O sol acordou brilhante na Cidade nunca derrotada! As nuvens outonais deram lugar a um radiante sol que fez questão de abrilhantar o último Sábado de Novembro, como que a provocar o Dezembro que se aproxima, em jeito de "vê la o que trazes, que eu despeço-me em grande"!
Os guerreiros do sardo acordavam bem dispostos e prontos para o combate. Pela frente, o valoroso adversário que a sorte ditou calhasse "na rifa" dos quartos de final do torneio. A APS, que já tinha encontrado esta equipa em jogo da 1ª fase, já sabia de antemão que na metade oposta do campo iria encontrar um conjunto forte e organizado, ainda que com um plantel com um curto leque de opções. Do lado dos guerreiros do sardo, destacavam-se as ausências de Malafeev da Boavista e Sensíbel da Cantareira, os habituais guardiões do Templo Sardista, o que obrigava Mr.Toni (uma vez mais ausente, também ele, por motivos de força maior) a pensar em alternativas. Na frente de ataque, notava-se a ausência de Duas de Lítio e Bundalassa, o "cara" e o "coroa" das opções de ataque da APS.
Mas nem tudo eram preocupações para os sardistas... de regresso, estava o irreverente Ico, avançado impetuoso e com fome de bola, que regressaria hoje à competição após ausência prolongada. O restante plantel apresentava-se disponível e com "muchas ganas" de dar o seu contributo.
Soavam as 15 badaladas da Igreja Matriz de Matosinhos quando o juíz da partida deu o apito inicial para a contenda. Na APS, "aquele que tem os braços maiores que as pernas" assumia a poição nº1 com enorme voluntarismo, enquanto se aguardava a chegada do "keeper" anunciado. Do lado do adversário, apenas 6 elementos começariam o encontro, falta de números resolvida ainda nem 5 minutos se haviam jogado com a chegada do elemento que, provavelmente, não deu a devida corda ao relógio.
7 para 7 com zero bolas no marcador. Agora sim, poderia começara a partida.
Na bancada, o extasiado público deliciava-se com o toque de bola adocicado dos guerreiros sardistas, enquanto aqueles mais ávidos de uma boa batalha, clamavam pela agressividade habitualmente encontrada nas disputas de bola a meio campo. A APS, voluntariosa, jogava bem a partir da defesa e confundia o adversário com 2 centro-campistas de enorme mobilidade (e uma diferença de altura de cerca de 20 cm entre eles o que, só por si, é curioso).
Ainda não tinham passado 10 minutos e a APS adiantava-se no marcador com um bom golo do artista da cabeça amarela, que hoje apareceu endiabrado. Ditava o destino que aos 10 minutos certos a APS adiantasse o marcador e começasse a separar o trigo do joio. Foi aí que Tito Nuno, aquele que havia sido eleito para o 7 ideal da derradeira jornada da fase anterior, fez o gosto ao pé e endossou a bola às redes, com a classe que o distingue.
A APS estava forte e consistente, com uma defesa segura e um meio campo de refinado toque de bola.
Foi sem surpresa que, em dois minutos (16 e 17), os mesmos protagonistas tenham voltado a marcar. Mais 2 golos, um do cabeça de ovo, outro do pé maroto.
Aos 25 minutos, "aquele que tem os braços maiores do que as pernas" cedia o seu lugar entre os postes a Manuel, por forma a que este se ambientasse ao seu novo habitat e pudesse ainda sentir o gosto à primeira parte do encontro. Dotado de boa técnica individual, este Manuel vinha tentar ser "Neuer", mas começou mais "Rogério Ceni". Isto porque, ainda aos 18 minutos, mal tinha aquecido o seu espaço na área sardista, um guerreiro do sardo caía na área adversária e o juíz assinalava castigo máximo. Desejoso de fazer o gosto ao pé, o nosso "keeper" de hoje saiu da baliza e encarnou a sua pele de Rogério Ceni, batendo essa bola parada com a frieza de um alemão e a irreverência de um ganês.
5-0, a APS fechava a 1ª parte com uma "manita" de classe.
A 2ª parte chegou com fortes mudanças na equipa, aplicadas pela dupla de serviço na tarde de hoje. A "dupla de Murtosas" que hoje substituiu Mr.Toni ao comando técnico da nave do sardo, composta por Júlio e Cabinda, fez renovar o 7 e trocar as voltas ao adversário.
"Aquele que tem os braços maiores do que as pernas" entra para o seu lugar habitual e, 4 minutos volvidos, encostava os atacadores ao couro da esférica e fazia soar o mágico barulho das redes agitadas.
6-0 APS adiantava-se no marcador.
Tito Nuno, ávido de golos e sedento de glória, fazia notar a sua boa forma e, querendo destacar-se dos restantes marcadores, finaliza uma boa jogada e coroa uma boa exibição com um hat-trick pleno de perfume.
Mas a jogada da tarde partiu da área sardista quando Manuel não quis ser "Neuer" e decidiu ser "René Higuita", pegando na bola na área da APS, tabelando com a classe do seu ídolo colombiano e fazendo um golo de fazer levantar o estádio, já em plena pequena área adversária. Bisava o nosso "keeper", numa trilogia de personalidades que vinha confundindo o batalhão de repórteres presentes na cabine de imprensa que, ansiosos por uma parangona para o matutino de domingo, não se conseguiam decidir quanto ao "cognome" que haviam de dar ao mais recente Guardião do Templo Sardista. Leve como uma pena, mas veloz como um faisão, havia de sair do estádio sem a folha limpa devido a uma mini-remontada que o adversário faria crescer dentro de si e, consequentemente, extravasar para o seu futebol.
Já o placard ia com 8 bolas a zero, a favor da APS, quando o adversário fez o gosto ao pé pela primeira vez, castigando uma falta na zona proibida, que o árbitro considerou ser suficiente para castigo máximo.
8-1
O adversário enchia o peito e acreditava em reduzir a margem, fazendo novas investidas e aproveitando uma aparente desorganização das linhas sardistas.
E assim foi.
8-2, mas a APS não tremia.
Foi aí que o regressado Ico fez jus à sua fama de goleador e marca o 9º da APS, coroando com golos um regresso tão saudado pela bancada.
O adversário ainda ia a tempo de confirmar o ditado que diz que "não há duas sem três", marcando o terceiro, fechando o marcador em 9-3.
Um bom jogo de futebol chegava ao fim e ambas as equipas se cumprimentavam com fairplay. Bonito.
Para a semana, há mais!
A APS enfrenta a 2ª mão com 6 bolas de vantagem, o que é um conforto, mas não uma certeza.
O carácter guerreiro dos sardistas, com certeza, não os deixará embandeirar em arco e fá-los-á regressar ao Olímpico do Parque da Cidade daqui a 7 dias com a mesma força, a mesma garra e a mesma vontade de vencer.
A APS alinhou e marcou:
"Aquele que tem o braços maiores do que as pernas" (1)
Ryan Giggs de Matosinhos
Júlio
Cabinda
Rolando
Caliptus (que hoje voltou a secar tudo à sua volta)
Cabeça de Ovo (2)
Avançado Alto
Manuel "Trilogia de Craques" (2)
Ico (1)
Bimby
Tito Nuno (3)
O Presidente, orgulhoso, assistiu da tribuna.