16/05/2026
Como foi a corrida das três primeiras mulheres e a sua evolução classificativa...
A prova foi lançada ao ritmo médio de 6’06/km, com a sportinguinta de Minde, Vera Ferreira, a liderar o pelotão nas 11 primeiras voltas / 17.5 km, em 1h47, seguida de perto, por Ana Mendes, do Belenenses, a cerca de minuto e meio, e de Carla André, mais para trás, que optou por não seguir naquele ritmo e manter um ritmo mais calmo e ao seu jeito...
Ana Mendes, aos poucos e poucos, foi-se aproximando da liderança, e na 12ª volta era mesmo ela que passava na frente com dois minutos de vantagem de Vera Ferreira e cerca de três minutos de Carla André...
A partir daqui ficou claro quem ia subir ao patamar mais alto do pódio. Ana Mendes, nesse momento passou em 9º lugar da geral, e daí até ao fim foi sempre a melhorar, inclusive fez 9 melhores voltas entre o km 150 e o km 172, creio que nunca tinha acontecido uma mulher fazer melhores voltas, e subir até chegar ao 3º lugar da geral e vencer no sector feminino com uns categóricos 180 km; segunda melhor marca desta prova e a quarta melhor marca nacional!
Duas voltas depois, na 14ª volta, Vera Ferreira é também ultrapassada por Carla André, que passa para o segundo lugar, em quarto lugar seguia a Marília Noro, em quinto a Manuela Silva e em sexto lugar a Ana Amaro.
De todas as mulheres em prova, Ana Amaro é a mais experiente, não fosse ela Totalista desta prova e estar na sua 7ª presença, e nesse sentido foi paulatinamente ultrapassando uma a uma chegando ao 2º lugar.
Mas antes ainda Manuela Silva ultrapassa Vera Ferreira e alcança o terceiro lugar e por lá permanece até cerca dos 60 km, quando é ultrapassada por Ana Amaro.
Dos 60 km até aos 107 km as três primeiras eram; Ana Mendes, Carla André e Ana Amaro. Entre o km 107 e o km 108 Ana Amaro ultrapassa a Carla André e daí até ao fim não houve mais alterações no pódio.
Ana Mendes estreia-se na disciplina e com uma nota bem alta; vence a prova com 112 voltas / 180,208 km, faz a segunda melhor marca deste percurso e a 4ª melhor marca nacional de sempre!
A volta mais rápida da Ana Mendes foi a 12º, com 9’37’’, a pior volta foi a 52ª, com uma paragem de cerca de 50 minutos. A média de volta foi 12’50’’ e a mediana foi de 10’43’’, o que prova que com mais treino e e melhor estratégia os 200 km são alcançáveis...
A Ana Amaro, também ela uma das vencedoras destas 24h, em 2018 e 2019, como já é habitual, no início foi calculista e seguiu o pelotão e sem acelerar muito foi ultrapassando até chegar ao 2º lugar do pódio.
A Ana totalizou 92 voltas / 148,028 km, a sua volta mais rápida foi a última com 8’58’’ e a volta mais lenta foi a 42ª com 48’59’’ - paragem de cerca de 30 minutos...
A média das suas voltas foi 15’44’’, e a mediana foi 15’40’’ o que revela de facto um equilíbrio ao longo das 24 horas...
Esta sua marca de 148,028 km, passa a ser a sua 3ª melhor marca depois dos 151,560 km de 2019, 159,360 km de 2023.
A Carla André, que fez agora a sua 1ª participação neste evento, e a 3ª na sua carreira.
A primeira há cerca de 10 anos em Vale de Cambra, com 144 km e a segunda no Luxemburgo com cerca de 150 km.
A Carla revelou ter noção do seu valor e da sua condição física, e arrancou com uma 1ª volta algo rápida, com 9’47’’, a sua volta mais rápida, mas depressa viu que aquele não era o seu ritmo, depois faz a 4ª volta com 10’04’’, e é neste registo que segue até aos 40 km, onde faz uma breve pausa, mesmo assim mantém a 2ª posição, indo nesse lugar até à volta 67 / 107 km, quando é ultrapassada pela a Ana Amaro, e assim permanece acabando na meta em 3º lugar do pódio.
A Carla André totalizou 84 voltas / 135,156 km, a sua volta mais rápida foi a 1ª com 9’47’’ e a volta mais lenta foi a 67ª com 47 minutos - paragem de cerca de 30 minutos.
A prova da Carla divide-se em duas partes; até aos 80 km, com média de 12’10’’ por volta, e dos 80 km até ao fim com média de 24’28’’ por volta...
A mediana das suas voltas foi 14’10’’, e a média foi 17’08’’ o que também revela o tal desequilíbrio originado pelas voltas em marcha nas últimas 9 horas de prova...
Parabéns às três!
Orlando Duarte