02/01/2026
Decidi que a Tribo Pangea trazia sentido ao meu trabalho e à forma como vejo e vivo o mundo e seus habitantes.
Pagea, em homenagem ao super continente que existiu lá, no início dos inícios, antes da fragmentação e deriva continental.
Para mim, Rolando Toro convida-nos a vir de volta para a união humanitária. Fazermos o percurso inverso da deriva. Sairmos das ilhas pessoais. Para sermos uma espécie de super continente humano. Perto uns dos outros, disponíveis.
Isso é o suficiente para mim, para esta nova ' roupa ' dos grupos de Biodanza que formei em Loulé há ano e meio e em Olhão, recentemente.
Mas, Pangea não é sobre lealdades unilaterais. Sobre apenas de um lado estar presente, disponível, em contacto. É sobre os meios caminhos até ao encontro. É sobre o encontro a meio da ponte. É sobre ambos os lados.
Esta é a minha visão. Num multiverso de estímulos e ruído, relembrarmos as conexões e vínculos com outros. Muitos de nós iniciamos processos de corte, ruptura, afastamento de pessoas amigas ou familiares ' tóxicas ' . Fez/faz parte de um necessário empoderamento pessoal, de um rearranjo das redes sociais. Faz sentido. No contexto, no rumo que tomámos como adultos feridos.
E, ficámos em bolhas.
Agora que tal reconstruir rede? Sair da bolha. Escutar o outro. Empaticamente. Sem ser a partir da opinião que possa ter dele, dela. Mas aceitar que cada um lutou para estar no seu melhor. Falhou? Errou? Repetiu? Quem não?
Aceitar e amar o outro como é, é o grande desafio de todos, 'pós trabalhados/ curados/ renovados'.
O Amor Maior é qualquer coisa de sério. De difícil, mas necessário e coerente.
É o Amor acima das pequenas coisas. Incondicional.
É o Amor Nirvana, chamo-lhe poeticamente.
Esta é a ideia por detrás da Pangea.