27/07/2013
Desde há algum tempo - já - a esta parte, sinto o Universo a conspirar a meu favor: eu explico: penso numa música, e ela faz-se ouvir num qualquer lugar, incluindo o mais improvável, penso numa pessoa e ela entra em contacto comigo, penso num tema, e aparece-me uma publicação, livro, filme sobre o tema, enfim: é quase, mesmo para mim, incrível, de tão completo.
Eu acredito, independentemente da minha fé - que não vem ao caso - , que o Universo nos devolve o que lhe damos: se damos lixo, recebemos lixo, se damos valor, devolve-nos valor, mesmo nas mais pequenas coisas imateriais: nos pensamentos, nas atitudes, nos comportamentos, no bem-querer.
Também acredito que não sou melhor nem pior do que ninguém: sou apenas um ser humano.
E tem-me apetecido partilhar, porque se o Universo nos devolve aquilo que lhe damos, ficamos ainda mais cheios e mais damos, o Universo mais devolve, e por aí fora, num ciclo virtuoso.
E hoje apeteceu-me partilhar algo alargado sobre os filtros da minha partilha de ontem.
Querem saber um segredo?
Nenhum de nós conhece a realidade: nenhum de nós a vê, sente, ouve: cada um faz o seu mapa, exactamente como a Google fez mapas de todos os locais.
Mas, quando vemos a nossa rua no Google Maps ou no Google Earth, por exemplo, não vemos a nossa rua, mas sim uma representação, por fotográfica que seja, da nossa rua; falta-lhe o vento, os pássaros a cantar, as pessoas e o seu movimento e som, os aromas, o clima, o ambiente: tudo aquilo que não passa nas filtros das fotografias da Google.
Também nós colocamos filtros à realidade, no seu todo: cada um de nós tem dela uma visão, uma interpretação; que não é nem mais nem menos real, nem mais nem menos legítima, do que a do vizinho, colega, companheiro, amigo, parente.
Ouvirmos outras opiniões, vermos outros pontos de vista, sentirmos de formas que nos são comunicadas não é bom, é óptimo!: alarga-nos horizontes, limites, possibilidades, dá-nos mais mundo, enriquece-nos.
Só temos de ser sábios - e todos o somos - para evitar o único perigo decorrente do que acabei de expor: a manipulação, isto é, os pontos de vista, palavras e sentires que nem são vistos, ouvidos, nem sentidos por quem no-los comunica, e que tem o único propósito de nos riscar as lentes, alterar o tom, transformar o clima e o ambiente, para que não vejamos as coisas como elas são - ou foram - para nós.
E há muitos motivos para tal, desde os políticos aos pessoais, e pior ainda, muitas pessoas que o querem fazer a outras pessoas.
Porquê, não sei, nem o vou estudar, não faz parte dos meus objectivos de vida, do caminho que tracei para mim.
Por isso, partilho simplsmente, devolvendo um pouco daquilo que tanto - e com tanta gratidão - recebo:
Ninguém tem A realidade: ela é, para cada um, o que cada um de nós vê, ouve, sente.
Alargue os olhos, os ouvidos, a alma, às lentes, microfones e sensores dos outros.
Mas, quando vir, ouvir e sentir que para si, não faz sentido, que para si não é - ou foi - assim, nem tente perceber porque é que alguém está a tentar mudar a sua história, a sua vida, as suas memórias, as suas percepções: porque há algo que não muda, ou muda muito pouco, na idade adulta: os nossos valores, que são os que nos move nos pensamentos, emoções, atitudes, comportamentos, acções, reacções.
Aceite que outra[s] pessoa[s] vêem - ou querem ver, e que veja -, ouvem - e querem ouvir, e que oiça -, sentem - ou querem sentir, e que sinta -, as coisas de modo diferente da sua percepção: não negue, aceite.
Mas não se deixe manipular: veja, oiça e sinta pela maior quantidade possível de lentes, microfones e sensores que puder; alargue o seu mapa de realidade.
Mas nunca, por nunca ser - mesmo! - deixe que manipulem a sua percepção da realidade, isto é, a sua vida.
Seja analítico, seja abrangente, seja si próprio!
O Universo agradece.
E devolve!