26/06/2026
SÍNDROME DE HUBRIS – DOENÇA DO EXERCÍCIO DO PODER NA GINÁSTICA
A palavra hubris, deriva do termo grego hýbris, utilizado para descrever, no particular respeitante à presente publicação, na perspetiva do direito grego, a arrogância que leva uma pessoa a desconsiderar os limites definidos para as suas ações.
Na atualidade dos dias e no tempo presente, uma síndrome que o médico inglês David Owen, descreveu como uma doença, originada pelo exercício do poder e que encontra reflexo em variadas outras publicações em artigos nos media e em revistas científ**as especializadas cujos excertos ecoam nesta publicação.
Efetivamente há um momento de certos líderes em que a linha entre a decência e o delírio se apaga.
Um dos sintomas, descrito por Owen, é uma visão distorcida do mundo, onde este é reduzido a uma propriedade pessoal e onde o delírio altera a realidade material, no ambiente criado.
Expressa-se num sintoma fisiológico da dependência em dopamina provocada pelo exercício do poder e onde o discurso está descolado dos factos e da realidade.
Encontramos estes sintomas na atuação dos atuais dirigentes federativos em exercício de funções na Ginástica com o adiamento sine die das eleições para os órgãos sociais da instituição.
O mais preocupante, porém, é a constatação de que os mecanismos da democracia, concebidos para conter abusos têm sido incapazes e insuficientes perante a situação vivida: o Acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto, encontra-se adiado e por cumprir.
O prazo razoável para a realização de eleições está há muito ultrapassado.
A Assembleia Geral e a instituição tutelar que detêm capacidade de intervir e de fiscalizar os órgãos sociais da federação, têm sido incapazes de travar uma política centrada em manobras dilatórias conduzida ao sabor do delírio pessoal.
A Síndrome de Hubris, não atua apenas sobre o indivíduo ela corrompe as instituições, neste particular a Federação de Ginástica.
Todos temos direito à opinião própria, mas não aos próprios factos como expressos numa multiplicidade de comunicados e ofícios.
Esses alegados "factos" têm um nome. São manobras e mentiras que servem um interesse específico no exercício do poder, não representam um direito inscrito nos pilares essenciais da democracia, do direito e da lei.
A democracia não pode fechar ou suspender-se para almoço e, não se adia pelos nossos factos.
F**a uma pergunta que nos acompanha e que é: quando os freios democráticos falham, quem ou o quê pode impedir que o delírio se transforme numa catástrofe anunciada?.
Para Owen, Húbris “é a perda do equilíbrio moral e mental”.
Na prática, é o momento em que o poder sobe à cabeça e o indivíduo começa a acreditar que está acima de todos — e de tudo.