01/12/2014
Versa a história que numa altura conturbada a nível de sociedade, e sobretudo muito assoberbada pela situação política do País, um grupo de jovens carismáticos e bons de bola, resolveram criar, em conversas tidas num Café Paladium, agora centro comercial, os Purrianos. O nome surge do vocábulo púrria, eloquentemente definido por Norberto Pilar, (um dos pilares (trocadilho propositado) desta instituição que já leva mais de 60 anos) como um “grupo porreiro de amigos”. As tácticas, essas, eram discutidas entre copos e sempre controladas por uma tal de PIDE que insistia em ficar à porta, não fosse aquele encontro ter uma índole conspiracional. Sessenta e um ano depois, a sociedade mudou, o regime político também e os Purrianos vigoram, que nem verdadeiros mosqueteiros da boa camaradagem, do regado convívio e da vontade futebolística. Com umas zangas pelo meio, e umas cisões pelas ameadas da muralha de base económica, continuam todos os Sábados a haver pelo menos 11 heróicas figuras (por vezes mais, por vezes menos), que entram no sintético CIF’iano orquestrados pela agora sábia batuta do Nuno Tavares, que depois se atropelam para chegar ao Bar e manter a tradição mais antiga de todas – a 3ª parte.