07/11/2025
Vamos analisar as quatro pessoas principais na “equipa maravilha” do João Noronha Lopes as eleições do Sport Lisboa e Benfica
Nuno Gomes (vice-presidente para o futebol) – Antigo diretor da formação, saiu porque não tinha capacidade para o cargo que assumiu. Por isso, trouxeram o Pedro Mil Homens. Chegou a ser proposta ao Nuno Gomes a volta ao cargo de assessor para a área internacional, com o mesmo salário de diretor e as mesmas regalias, mas ele rejeitou e foi tirar uma licenciatura em gestão desportiva. Agora já ganhou alguma experiência, mas todos sabemos que a verdadeira experiência vem do trabalho! Quando saímos da universidade temos apenas a base, não a experiência real… e no Benfica não se pode andar a experimentar para ver se resulta ou não.
Vítor Paneira (diretor técnico) – Experiência como treinador em equipas secundárias, com resultados quase sempre abaixo do esperado. Se não fosse “ex-jogador do Benfica”, nunca teria conseguido estes cargos.
Tomás Amaral (diretor desportivo) – Experiência como analista/scout. Fez 3 anos como scout no Benfica e depois foi para a Rússia, como diretor desportivo do Spartak Moscovo, numa altura em que ninguém queria ir para lá por causa da guerra com a Ucrânia. Se fosse de bom senso, nunca teria aceitado ir. Mas foi, e de tão bom que era… nem um ano lá ficou!
Pedro Ferreira (diretor geral) – Experiência como diretor geral? Nenhuma! Só tem experiência como olheiro / chief scout, head of recruitment no Nottingham, onde foi co-responsável pela demissão do Nuno Espírito Santo depois de uma época magnífica. Porquê? Porque não trouxe jogadores com a concordância do treinador, o que levou às críticas do NES e, eventualmente, ao despedimento.
Se o Benfica tiver uma equipa amadora como esta, sem experiência para os cargos que vão ocupar, vai andar à deriva durante muito tempo! Eu não sou o maior apoiante do Rui Costa, mas felizmente ele trouxe finalmente um diretor geral de qualidade inegável e um treinador de classe mundial (goste-se ou não do futebol dele). Basta recordar as palavras do José Mourinho quando o Mário Branco saiu do Fenerbahçe:
“É difícil dizer ‘és o melhor’ sem desrespeitar alguns diretores desportivos muito bons com os quais tive o privilégio de trabalhar. Ainda assim, posso dizer com toda a certeza que ninguém é melhor do que tu. A tua combinação de técnica, integridade e humanidade é incrivelmente difícil de encontrar. Vou genuinamente sentir falta de trabalhar contigo e espero sinceramente que tenhamos a oportunidade de voltar a trabalhar juntos um dia. Boa sorte, amigo.”
O Rui Costa está finalmente a colocar as pessoas certas nos lugares certos, e se isso se mantiver, os resultados vão aparecer!
PS: Basta analisarem a lista de jogadores contratados durante o período em que Pedro Ferreira era o Head of Scouting (máximo responsável) do Benfica, com a ajuda de Tomás Amaral. Verão rapidamente que eles não servem nem para olheiros, quanto mais para diretor geral ou diretor desportivo!
Texto do 100xbullish