22/08/2026
E nenhum deles foi dinheiro…
1 - Enfrentar os meus medos.
Viajar é uma das coisas que mais prazer me dá. Andar de avião é uma das que mais medo me dá. Já fui ao Japão, Austrália, Nova Zelândia, Brasil, entre outros mas estes foram os mais longe. E continuo a f**ar nervoso! O que me faz entrar no avião é o arrependimento de não entrar! Aprendi que coragem não é deixar de ter medo, é perceber que posso ter medo e, mesmo assim continuar a viver.
2 - Capacidade de adaptação.
Durante anos, achava que um imprevisto podia estragar-me o dia. Se estava de férias e o ginásio estava fechado, já não treinava. Se não conseguia comer aquilo que tinha planeado, mudava-me logo o mood. Hoje percebo que não preciso de controlar tudo, preciso de saber adaptar-me. Se os planos mudam, ajusto os meus. Adaptar-me tornou-se uma das minhas maiores formas de liberdade.
3 - Perceber que cuidar de mim não é egoísmo.
Durante anos achava que tirar uma hora do dia para treinar era tempo que estava a tirar aos outros. Hoje percebo o contrário! Quando cuido de mim, sou melhor companhia para as pessoas que fazem parte da minha vida. Cuidar de mim não me afasta de outros, torna-me mais presente para eles.
4 - Deixar de treinar para alimentar o ego.
A minha doença ensinou-me que não preciso de levantar mais peso, correr mais rápido ou ser melhor do que alguém para desfrutar do momento. Hoje treino para conseguir fazer tudo na vida e desapareceu também muita da comparação, inveja e pressão. Ficou espaço para simplesmente desfrutar!
5 - Treinar de manhã.
Uma das mudanças mais simples e de maior impacto. Hoje treino cedo, antes do dia começar. Descobri o meu momento favorito do dia, ver o sunrise e começar o dia a saber que já fiz algo por mim. Durante o dia podem acontecer mil coisas. Por isso, para mim liberdade é não ter de pensar mais se vou ou não treinar. Já está feito!!
Talvez o mais curioso seja que nenhuma destas coisas me tornou mais disciplinado.
Tornou-me mais livre.