05/08/2025
Ainda estamos chocados com o sucedido. Os nossos sentimentos ao Luis, aos 3 filhos, aos pais da Ana e restante família e amigos. Que este infeliz acontecimento lembre as pessoas que tal como o David Rosa escreveu, em cima de uma bicicleta vai um ser humano, uma vida. Que possamos ter mais compaixão uns com os outros... Pela Ana, por todos. ❤️
Mais uma tragédia. Mais uma vida perdida. Os meus sentimentos ao Luís, aos três filhos, à família e a todos os amigos.
Em cima de uma bicicleta não vai “um ciclista”. Vai um pai, uma mãe, um filho, uma filha, um amigo. Uma pessoa. E é isso que muitos continuam a ignorar.
Falam de ciclovias para cá e para lá, mas o problema de base continua a ser o mesmo: falta de CIVISMO na estrada. Façam-se todas as campanhas de sensibilização, mas no fundo a base é o civismo e perceber-se que há quem possa pagar demasiado pela pressa e impaciência.
Falam do Código da Estrada, mas esquecem-se que nenhum grupo cumpre tudo na perfeição. E isso não serve, nunca, de desculpa para quem perde a vida sem culpa alguma. Como se qualquer vítima tivesse que ser responsabilizada por erros de outros.
Fala-se de vulnerabilidade, mas custam a aceitar que quem anda de bicicleta — seja atleta, seja alguém que vai para o trabalho — é sempre quem mais facilmente paga pelos erros dos outros. Reconheçamos de uma vez por todas que o utilizador de bicicleta é o mais vulnerável na via e que, ao menor descuido, paga caro. Se errar um condutor, o custo recai sobre quem tem menos defesas.
E depois lá vem a ladainha do costume: o IUC, o seguro, o “eu vi um a passar no vermelho”. Como se isso tivesse alguma coisa a ver com a morte de alguém que estava a circular com responsabilidade.
Ainda não perceberam?
Mesmo que um ciclista tenha seguro e cumpra todas as regras isso não é um colete à prova de bala, não o protege da negligência e estupidez de quem vai ao volante sem noção do que tem nas mãos.
Em vez de desculpas e distrações, que tal exigir-se mais fiscalização? Que tal ter uma discussão séria sobre o assunto? Que quem coloca vidas em risco, consciente ou não, seja responsabilizado e com efeitos pesados e dissuasores?
Quantas vidas mais precisam de se perder para começarmos, finalmente, a falar a sério?