16/09/2026
COMO VICENTE CONFIRMOU UM INFELIZ ESTEREÓTIPO VITORIANO…
Era uma das grandes esperanças do Vitória para aquela temporada de 1978/79…
Brasileiro, com pinta de galã, que fazia que ao nome de Vicente juntasse a alcunha de Belmondo, em alusão ao actor Jean-Paul Belmondo, chegava com créditos a merecerem todas as esperanças.
Depois de já ter passado pelo Vitória sadino e ter vivido uma experiência no Valladolid durante duas épocas, onde, como escrevia o jornal do Vitória, “alcançou notoriedade como goleador.”
Aliás, essa experiência era do conhecimento do treinador Mário Wilson, que o conhecera enquanto treinador do Boavista num torneio de Verão, ficando, de imediato, impressionado com as suas capacidades.
Deste modo, “numa operação relâmpago, em que participaram, por parte da Direcção o seu presidente Gil Mesquita Vieira de Andrade e os Directores do Departamento de Futebol Adérito Borges e Fernando Gusmão”, o jogador seria recrutado pelos Conquistadores.
Contudo, como tantas vezes tem sucedido na história do Vitória, o jogador não comprovaria as suas expectativas. Faria, apenas, 15 desafios onde só conseguiria apontar 3 golos, sendo dois deles para o campeonato.
No final da época, chegaria no jornal do clube a notícia que “o jogador brasileiro em quem M.Wilson depositou grandes esperanças não conseguiu impor-se no Vitória tendo sido a sua colaboração à equipa de pouca utilidade”, pelo que as partes decidiram libertar o jogador do seu vínculo contratual.
Vicente haveria de assinar, em seguida, pelo Paredes… confirmando um velho estereótipo vitoriano: as maiores esperanças, muitas vezes, saem defraudadas…