14/03/2021
É mais fácil destruir do que construir algo, quebramos um braço ou uma perna em um segundo e demoramos meses ou anos para recuperarmos o movimento perfeito dos membros, uma faísca inicia um incêndio e reduz qualquer estrutura a cinzas, com a reputação é a mesma coisa. A reputação é uma das poucas coisas que depende inteiramente da percepção que o outro tem de nós, podemos ser boas pessoas e procurarmos sempre ser bons cidadãos, mas um dia perdemos a paciente e somos manchete do jornal retratados como pessoas agressivas ou que agem de má fé, é lá se vai nossa reputação. Claro que esse é um exemplo dramático, o que realmente me levou até essa reflexão foi uma situação cotidiana que aconteceu comigo essa semana, um homem apressado passou ao meu lado e quase esbarrou em mim, eis que eu respondi: tá louco?!?
Sinceramente não gostei da atitude que tive, e me lembrei de uma história que o nosso Grão mestre Yaron me contou: um dia ele estava em um supermercado e um homem grande e forte esbarrou nele e quis brigar, eis que o nosso Grão mestre deu de ombros e se afastou da situação. Que exemplo! Esse sim é o verdadeiro desafio, mesmo sabendo do poder que possuímos, nos afastamos da situação, não por medo, mas por estarmos acima daquilo.
O krav-maga a muito tempo leva fama de violento, e com certeza a minha atitude com o homem da rua não contribui muito para mudar essa imagem. Todos nós, alunos e instrutores somos a cara da escola, carregamos a reputação da e devemos respeita-la, o novo aluno que chega tem o primeiro contacto com a escola através de nós, esse contato tem sido bom? Causamos uma boa primeira impressão? Quando esse aluno for comentar alguma coisa sobre a escola on-line ou entre amigos, nós somos a referência desse aluno, não todo o corpo que forma a Bukan. Eu sei que ainda tenho muito que melhorar, a reputação da escola é a minha reputação também, que possamos todos fazer um bom trabalho, construir ao invés de destruir, pode ser mais difícil, mas é também mais honroso. Bons treinos!