Carlos Lopes - Treinador / Preparador físico

Carlos Lopes - Treinador / Preparador físico Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Carlos Lopes - Treinador / Preparador físico, Desportos, Coimbra.

Sou Licenciado em Ciências do Desporto e crio esta página como espaço de partilha de conteúdo com comprovação científica ligado a duas áreas que me apaixonam na parte desportiva: o futebol e a preparação física.

⚠️ Treino de força em crianças e adolescentes 🌐 Um dos maiores mitos relacionados com o treino de força é que o mesmo tr...
21/06/2020

⚠️ Treino de força em crianças e adolescentes

🌐 Um dos maiores mitos relacionados com o treino de força é que o mesmo treino atrapalha o saudável formação das estruturas ósseas das crianças levando a problemas futuros no crescimento. Toda a gente já ouvi muitas vezes estas palavras como se uma verdade absoluta se tratassem, principalmente há muitos anos atrás. Na verdade, pode ser prejudicial sem dúvida nenhuma, mas, se o treino de força for aplicado de forma incorreta.

🆒 Felizmente, vários estudos recentes realizados por investigadores da área vieram desmistificar os malefícios do treino de força nas crianças, mostrando até vários benefícios quando bem prescritos e programados por profissionais da área.

👦 Ainda assim, temos de ter em conta o grupo a que estamos a trabalhar a força, nunca devendo tratar as crianças como "adultos em miniatura", prescrevendo treinos para jovens como para adultos se tratasse.

🏋️ Começando por fases sensíveis para o início de um trabalho de força em jovens, Gomes (2002) indica a faixa etária de idade cronológica entre os 14 e 17 anos onde ocorre maior acréscimo na capacidade de força no adolescente, sendo esta idade uma das mais sensíveis para o começo do treino de força mais avançado, tendo em conta a progressão das cargas ao longo do tempo.

🏃 Por outro lado, crianças mais jovens podem trabalhar força, caso revelem maturidade para o fazer, seguindo as seguintes diretrizes:

☑️De 5 a 7 anos: exercícios básicos com pouco ou nenhum peso, exercícios com peso do corpo, exercícios com parceiros, cargas leves, mantendo-se o volume baixo.

☑️De 8 a 10 anos: Aumento do número de exercícios. Aumento gradual de cargas, mantendo exercícios simples e aumento lento do volume. Monitorização da tolerância ao stress dos exercícios.

☑️De 11 a 13 anos: ensino das técnicas. Aumento gradual do peso. Introdução de exercícios mais avançados com pouca ou nenhuma carga.

☑️De 14 a 15 anos: exercícios de força mais avançados. Enfatização da técnica. Aumento do volume.

☑️Dos 16 anos em diante: nível inicial de programas para adultos.

🆒 Benefícios do trabalho de força:
➡️ Controlo do peso;
➡️ Fortalecimento ósseo;
➡️ Diminuição de incidência de lesão;
➡️ Outros benefícios: influência no desempenho atlético, redução do stress emocional, redução no tempo de recuperação de lesões, o auxílio na prevenção de doenças musculares de longa duração.

✅ Concluindo, bem prescrito, o treino de força na adolescência pode ter imensos benefícios ao crescimento saudável dos jovens, tanto desportistas como não desportistas, estando claro, dependente sempre de uma boa prescrição e programação do treino.

Mais informações: TREINO E DESENVOLVIMENTO
DA FORÇA EM CRIANÇAS E JOVENS; C. Carvalho;
Laboratório do Movimento Humano
do Instituto Superior da Maia

📝 Há uma clara perda de desempenho físico em jogadores com mais de 30 anos em comparação com jogadores de futebol mais j...
20/05/2020

📝 Há uma clara perda de desempenho físico em jogadores com mais de 30 anos em comparação com jogadores de futebol mais jovens. A distância total percorrida por jogadores acima de 30 anos é 2% menor que a percorrida por jogadores mais jovens.

⁉️ Em termos práticos, o que é que isto significa ?

➡️ A combinação de juventude e maturidade num grupo de jogadores pode ser a melhor fórmula para o sucesso.

➡️ Parece necessário individualizar o máximo possível a preparação dos jogadores de acordo com a idade, ou seja, nem todos precisam do mesmo treino para alcançar a melhor versão de si mesmos.

➡️ Ao recrutar novos jogadores, as exigências da posição do jogador devem ser consideradas. Quando é necessário um conhecimento mais profundo do jogo, seria melhor contratar jogadores mais velhos, e quando um nível de desempenho físico mais alto é necessário, jogadores mais jovens devem ser contratados.

📚 Barça Universitas

Elite athletes are getting older. We know that players can give their best performance levels for longer now than they could a few decades ago.

⁉️ Treino pliométrico com intuito de melhorar a potência muscular em futebolistas.🌐 Segundo Maculano et al. 2012, cita q...
15/05/2020

⁉️ Treino pliométrico com intuito de melhorar a potência muscular em futebolistas.

🌐 Segundo Maculano et al. 2012, cita que os exercícios de saltos devem ser realizados com uma frequência de 3x por semana, com 4 a 8 repetições, sendo curto para solicitação do sistema anaeróbio alático, com um intervalo de descanso de cerca de 1 minuto entre séries para reposição das reservas do ATP-CP. Colocando carga nos exercícios, esta deve estar entre 15 a 20% do peso corporal do atleta.

📝 Para um treino deste tipo recomendo 6 séries de 4-8 repetições dos seguintes exercícios:
- salto vertical com carga 20% do peso corporal;
- salto sobre caixa;
- salto em profundidade (45cm).

⚠️ Treino de prevenção de lesões🔵 Segundo Faude et al. (2017) um eficaz programa de prevenção de lesões deve ter em cont...
29/04/2020

⚠️ Treino de prevenção de lesões

🔵 Segundo Faude et al. (2017) um eficaz programa de prevenção de lesões deve ter em conta os seguintes requisitos:
➡️ eficácia na prevenção de lesões e melhoria da performance do atleta;
➡️ eficiente no tempo e nos recursos necessários para aplicação do programa;
➡️ser prático;
➡️ser específico para cada atleta, respeitando as suas necessidades individuais.

‼️ Lesões a nível muscular, vulgarmente, ocorrem devido a ações intensas em alta velocidade, ou noutro caso quando é solicitada produção de força rápida com diversas mudanças direcionais, durante uma aceleração, desaceleração, salto ou remate (Bangsbo et al., 2006). Assim, Suchomel et al., (2018) continua a demonstrar a importância da força muscular em relação às habilidades gerais e especificas no contexto desportivo, que para além de aumentar o rendimento, previnem a ocorrência de lesões.

📝Os métodos de treino abordados no treino de força tendo em vista a prevenção de lesões são:

➡️ Técnica de Corrida
Folland et al. (2017) afirma que melhor técnica de corrida explica melhor economia de corrida e performance. Soares (2005) refere ainda os feedbacks dirigidos aos atletas devem incidir sobre a ação dos apoios, o posicionamento da cabeça, bacia e tronco, a ação dos membros inferiores, a sincronização das ações e a fluidez de movimento.

➡️ Treino Propriocetivo
Montenegro (2014) conclui no seu estudo que o treino propriocetivo e neuromuscular é um método eficiente na prevenção de lesões, devido a maior proteção articular e muscular dos membros inferiores. Neste tipo de treino é fundamental organizar os exercícios, de forma a progredir no nível de dificuldade e na gestão da dinâmica da carga (Fernandes et al., 2015).

➡️ Treino de core
Estes programas têm como objetivo melhorar o rendimento desportivo e a prevenção de lesões, desenvolvendo a resistência, força e estabilidade das musculatura do core (Vera-Garcia et al., 2015). Kibler et al. (2006) sugerem ainda que através deste tipo de treino, é possível otimizar a performance dos atletas.

➡️ Treino Excêntrico
O treino excêntrico realizado através de resistência isoinercial foi introduzido por Berg e Tesch há mais de duas décadas. Norrbrand et al. (2010) sugerem que este método de treino provoca adaptações neuromusculares precoces e robustas, como uma maior força, potência e tamanho muscular.

‼️Assim ao longo de uma época desportiva, este tipo de trabalho deve ser realizado frequentemente, não para evitar lesões que essas vão sempre acontecer, mas para diminuir o risco e ter os atletas sempre aptos e no melhor estado possível.

📚 Referências:
- Cruz-Ferreira, A., Marujo, A., Folgado, H., Fernandes, J., & Filho, P. (2015). Exercise programs in the preventing injuries in football players: A systematic review. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 21(3), 236-241;
- Castelo, J., Barreto, H., Alves, F., Santos, P., Carvalho, J. e Vieira, J. (2000). Metodologia do Treino Desportivo. Cruz Quebrada: Faculdade de Motricidade Humana
– Serviço de Edições;
- Baroni, B., Pinto, R., Herzog, W., & Vaz, M. (2015). Eccentric resistance training of the
knee extensor muscle: Training programs and neuromuscular adaptations. Isokinetics &
Exercise Science, 23(4), 183-198.

⁉️ Alongamentos previnem lesões ?➡️ Uma das muitas afirmações que tenho ouvido pelo mundo do futebol fora, principalment...
25/04/2020

⁉️ Alongamentos previnem lesões ?

➡️ Uma das muitas afirmações que tenho ouvido pelo mundo do futebol fora, principalmente pessoas que não estão tão atualizadas na área das ciências do desporto, seja por não terem estudos nesta área, seja por influências culturais de outros treinadores que não foram à faculdade, ou que acabaram o curso há alguns bons anos é: "se fizeres bem o alongamento não te irás lesionar". Será que esta afirmação está correta ? O objetivo deste post é responder a essa questão.

🌐 Várias funções atribuídas ao alongamento por diversos treinadores são: serve como aquecimento geral, serve como um meio para evitar lesões, melhora a performance do atleta. No que toca ao ponto de "serve como um meio para evitar lesões", muitos agentes desportivos realçam o papel do alongamento em aumentar a flexibilidade e, com isso, evitar lesões futuras.

🌐 Existem diversos tipos de alongamentos: estáticos, dinâmicos e de facilitação muscular propriocetiva (PNF). Nesta publicação irei focar nos alongamentos estáticos por serem os mais comuns em realidades desportivas mais baixas.

➡️ Embora bem enraizado no treino desportivo, no caso do futebol, estudos recentes têm desmistificado o tema de que "alongamentos previnem lesões", apontando até diminuição da performance muscular após alongamento estático. Definimos alongamento estático como o alongamento em que colocamos a articulação em extensão máxima sem alteração do seu comprimento, mantendo a posição entre 15 e 60 segundos.

🌐 Olhando para os efeitos do alongamento estático, este não causa nenhum efeito que melhore as condições musculares para a prática da atividade, já que os seus efeitos, quando ocorrem, são agudos e de pouca duração, além de não existir comprovação científica de que ocorra mudanças a longo prazo. Vale ressaltar também que não há um único estudo na literatura que demonstre que o alongamento tenha algum tipo de propriedade benéfica para evitar lesões, pois todos os estudos utilizam pelo menos algum outro tipo de intervenção como o aquecimento, como Ekstrand et al refere.

➡️ O alongamento, quando utilizado sozinho, interfere negativamente sobre as propriedades mecânicas nas fibras musculares e sobre o input neural, causando uma diminuição na produção de força pelo músculo, quando o esforço é realizado imediatamente depois da realização do alongamento, como citado anteriormente.

➡️ Só haverá melhora de performance e menor número de lesões quando houver as alterações fisiológicas promovidas pelo aquecimento, sendo as principais: o aumento na temperatura muscular e maior recrutamento de fibras musculares ou a lubrificação das cartilagens articulares; e o alongamento não causa nenhuma destas mudanças.

📝 Concluindo, o alongamento estático praticado no pré-exercício não produz nenhum dos efeitos atribuídos à sua prática de prevenção de lesões ou melhora de performance, sendo inclusive prejudicial na produção de força pelo músculo em algumas situações, não sendo útil, portanto, para integrar um protocolo de aquecimento pré-exercício. Apesar disto, o alongamento estático não deve ser deixado de lado mas, no pós-exercício.

⚠️ Um outro ponto importante é não confundir alongamentos com treino de flexibilidade, composto por séries e repetições, extremamente importantes de serem realizados desde idades baixas e ao longo de toda a carreira do atleta, sendo muitas vezes um treino esquecido em detrimento dos ditos alongamentos.

📚 Referências:
Safran MR, Seaber AV & Garret WE. Warm-up and muscular injury prevention: an update. (2002) Sports Medicine 8;239-49
Rob D. Herbert and Michael Gabriel. Effects of stretching before and after exercising on muscle soreness and risk of injury: systematic review (2002). British Medical Journal; 325; 468-doi: 10.1136/bmj.325.7362.468.
Young, W.B., and D.G. Behm. Should static stretching be used during a warm-up for strength and power activities? (2002). Strength Cond. J. 24:33-37.
Bishop, D. Warm up I. Potential mechanisms and the effects of passive warm up on exercise performance. (2003) Sports Med. 33:439-454.

⁉️ Quais são os efeitos reais da cafeína no desempenho desportivo ? ☕➡️ Muito provavelmente muitos atletas, em modalidad...
22/04/2020

⁉️ Quais são os efeitos reais da cafeína no desempenho desportivo ? ☕

➡️ Muito provavelmente muitos atletas, em modalidades que impliquem esforços explosivos ou modalidades coletivas como o futebol, antes da competição bebem o seu café e muito provavelmente não sabem o porquê, a única coisa que sabem é que têm percepção que o seu desempenho melhora consideravelmente. Este post irá focar no que nos diz a literatura científica acerca deste tema. Então, que efeitos tem a cafeína no Desporto ?

🌐 Estudos feitos acerca deste tema realçam que a cafeína quando ingerida nas quantidades certas tem vários efeitos benéficos em desportos, principalmente desportos de atividade aeróbia.

🌐 É sabido que a cafeína exerce o seu potencial ergogénico através de vários mecanismos fisiológicos cuja acção se localiza a nível do Sistema Nervoso Central bem como a nível periférico, directamente a nível neuromuscular. Dentro destes mecanismos podemos destacar: o antagonismo dos receptores de adenosina; a poupança das reservas de glicogénio, através da maior oxidação de gordura (com aumento dos níveis de ácidos gordos livres) ou da maior
oxidação de hidratos de carbono exógenos; aumento da libertação de catecolaminas e a maior eficácia na excitação-contracção muscular. Além disso, a cafeína parece diminuir a percepção subjetiva de esforço (PSE), aumenta a capacidade de atenção, concentração e diminui o tempo de reação.

🌐 Estudos realizados com 21 homens a realizar sprint após consumo de 5 mg/kg, 1 hora antes do exercício demostraram um aumento da performance no sprint e mudanças de direção.

☕ A cafeína está presente em vários alimentos e bebidas, como chocolate, Coca-Cola, Pepsi, alguns chás, etc. 1 chávena de café expresso normal de 60 ml contém cerca de 126 mg de cafeina.

📝 Concluindo, ingerir entre 2 a 6 mg/kg de massa corporal de cafeína 1 hora antes da prática de exercício físico é o ideal para melhoria de performance, podendo causar efeitos adversos caso seja tomado em excesso, como taquicardia, ansiedade, nervosismo, além de poder ser considerada doping. Por tudo isto, cafeína pode ser benéfico para a performance, mas, como tudo o que é excesso e acima dos valores recomendados, poderá ser prejudicial para o atleta.

Referência:
Altimari L., Melo J., Trindade M., Tirapegui J., Cyrino E. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto (2005) Vol. 5 (1), 87-101,

⁉️ Após a realização dos te**es de avaliação da capacidade aeróbia (Vo2 máximo) dos meus atletas, como posso melhorar es...
21/04/2020

⁉️ Após a realização dos te**es de avaliação da capacidade aeróbia (Vo2 máximo) dos meus atletas, como posso melhorar esta capacidade ?

⚠️ Primeiro relembremos que capacidade aeróbia se define como a capacidade que um determinado indivíduo tem em captar, transportar e utilizar o oxigénio no músculo. Quanto mais alto o VO2 máximo, melhor preparado está o atleta fisicamente para executar com a máxima eficiência e o mínimo de dispêndio energético as ações ocorrentes nos treinos e competições, e recuperar mais rápido entre elas, finalizando uma ação e estando logo preparado para a seguinte. De destacar que 90% destas ações no futebol se desenvolvem com contribuição do sistema aeróbio. Em comparação de capacidade aeróbia, como é natural, atletas profissionais têm melhor Vo2 máximo do que atletas amadores, geralmente.

⁉️ Retornando ao ponto principal, como posso melhorar esta capacidade no futebol ?

Naturalmente, há muitos anos atrás, cada componente do treino era treinada de forma separada. Separava-se a parte técnica, separava-se a parte tática ou a parte física, e neste caso, obrigando os atletas a "treinos físicos" duríssimos, completamente desajustados do contexto do futebol e à sua especificidade, como é o caso de subir e descer escadas, correr desalmadamente no mato ou correr carregando o colega às costas durante um tempo sem fim. Será que isto melhorava o VO2 máximo ? Provavelmente a resposta é sim ! Mas será que era ajustado à especificidade do futebol ? Com toda a certeza a resposta é não !
Com o evoluir do treino, com o passar dos anos, foi-se cada vez mais olhando para a junção de todas as componentes, quer psicológica, tática, física e técnica, atendendo à especificidade da modalidade de futebol, sendo que em competição todos estes aspetos estão interligados.
Desta nova forma de olhar para o treino de futebol surgiram os Small Sided Games (SSG), em português, Jogos Reduzidos.
Através destes SSG, todas as componentes do futebol podem ser trabalhadas. Dando exemplos, podemos trabalhar a parte psicológica através da tomada de decisão; parte técnica porque sendo espaços reduzidos é possível tocar mais vezes na bola; parte tática porque se eu quiser trabalhar a transição defensiva, através dos SSG posso trabalhar transição defensiva e focar o treino nisso através de jogos reduzidos; e por último, claro, a capacidade física na medida em que sendo o espaço diminuto me obriga a ter mais ações que impliquem um aumento de carga fisiológica.

⁉️ Que variáveis dos Small Sided Games posso ajustar ?
➡️ número de jogadores;
➡️ área do campo;
➡️ objetivos/golos;
➡️ regras/tarefas;
➡️ métodos de treino;
➡️ encorajamento verbal do treinador.

🌐 Número de jogadores
Olhando para esta variável, estudos dizem que os SSG de 1x1 até 4x4 aumentam a frequência cardíaca, lactato sanguíneo, e percepção de esforço (PSE) em comparação com Medium (5x5 até 8x8) e Large Sided games (9x9). Na parte técnica, menos jogadores, implica mais ações técnicas individuais por parte de cada jogador; na parte tática SSG não são tão adequados a trabalhar em comparação com os Médium e Large-Sided Games.

🌐 Área do campo
A maioria dos estudos revela que áreas maiores são mais propensas a aumentar a exigência fisiológica (aumento da frequência cardíaca, aumento do lactato sanguíneo, aumento da percepção de esforço (PSE)). Aumentado a área parece haver mais sprints, mais acelerações e desacelerações. Já em campos menores parece haver mais ações técnicas: passes, remates, dribles. Fisiologicamente parece que campos maiores têm um maior impacto fisiológico comparando com áreas menores.

🌐 Objetivos/Golos
Um estudo comparou SSG com guarda-redes, SSG com 2 mini-balizas e SSG apenas com posse de bola. Fisiologicamente, a exigência aumentou na frequência cardíaca, lactato e PSE quando foram utilizados SSG sem o uso do guarda-redes.

🌐 Regras/Tarefas
Nesta variável pode ser manipulada o número de toques na bola, o tipo de marcação (mais individual ou mais à zona). Limitar o número de toques parece aumentar as exigências fisiológicas, na medida em que obrigamos a bola a circular rápido, aumentando a distância percorrida por quem corre para a recuperar e os deslocamentos dos jogadores da equipa que tem a posse na medida em que têm de se desmarcar para a receber. Por outro lado, na marcação individual a exigência fisiológica também aumenta em comparação com a marcação à zona.

🌐 Métodos de treino
Estudo feito com atletas sub-17 comparou o treino de SSG intermitente (2x2. 3x2 minutos; 3x3. 3x3 minutos; 4x4. 4x4 minutos) com contínuo (6 minutos; 9 minutos; 12 minutos, respetivamente). Não foram encontrados diferenças significativas entre os métodos.

🌐 Encorajamento verbal
Naturalmente, com o encorajamento verbal do treinador as exigências fisiológicas são maiores para os atletas.

📝 Como é de notar através dos SSG é possível ajustar cada variável de acordo com o objetivo que temos traçado para a nossa sessão de treino, podendo através deles trabalhar todas as componentes do jogo de futebol.

⚠️ Apesar de no treino propriamente dito ser possível através dos SSG melhorar a capacidade aeróbia, não se deve deixar de parte um treino mais individualizado para cada atleta que vá de acordo com a sua individualidade, seja no campo, seja no ginásio que o permita estar mais apto que os outros e o permita evoluir como individualidade cada vez mais.

📚 Referência:
Sarmento H., Clemente F., Harper L., Costa I., Owen A. & Figueiredo A.(2018). Small sided games in soccer – a
systematic review, International Journal of Performance Analysis in Sport, 18:5, 693-749

⁉️ Início de nova época ! E agora ? Que ferramentas tenho para avaliar a condição física dos meus atletas ? ⚒️🌐Vários au...
19/04/2020

⁉️ Início de nova época ! E agora ? Que ferramentas tenho para avaliar a condição física dos meus atletas ? ⚒️🌐

Vários autores relatam uma panóplia de te**es de avaliação da capacidade aeróbia passíveis de serem realizados, tanto em ambiente laboratorial como no próprio terreno, no contexto do futebol, no campo. Definimos capacidade aeróbia (Vo2 máximo) como a capacidade que um determinado indivíduo tem em captar, fixar, transportar e utilizar o oxigénio nas suas células. Quanto melhor capacidade aeróbia, mais capazes são os nossos atletas de realizar várias ações durante o máximo tempo possível e recuperarem mais rápido do esforço. ⚽🏃

Esta publicação irá ter foco em 2 te**es de avaliação do Vo2 máximo de terreno, os quais passo a citar: Luc-Léger e Yo-Yo intermittent recovery. ⚠️

⚡ Luc-Léger: é um teste do tipo indireto, máximo, contínuo e progressivo por patamares, sem intervalos. É apenas necessário 1 fita métrica para medir a distância a percorrer pelos atletas (20 metros) mais 1 metro de cada lado para mudança de direção (22 metros no máximo). É também necessário ter à disposição um simples aparelho sonoro que marque os "bips" que permitam a cadência do exercício e é passível de serem realizadas avaliações a vários atletas de uma só vez. O teste consiste em fazer os percursos o máximo tempo possível, em regime de vai-vém, na distância de 20 metros. Inicia-se a uma velocidade de 8,5 km/h e é constituído por patamares de 1 minuto, com o aumento da velocidade e consequentemente aumento do número de percursos em cada patamar. A chegada do sujeito a cada lado do corredor deve coincidir com o sinal sonoro "bip". O teste termina com a desistência do sujeito ou com a sua incapacidade em seguir o ritmo imposto. No final deve-se realizar recuperação ativa. Em ficha própria deve-se registar o número de percursos, exceptuando o percurso em que o atleta interrompeu o teste.
Registados os percursos, determina-se o patamar alcançado, calculando a velocidade atingida através da seguinte fórmula:
Velocidade atingida (VA) = 8 + (0,5 x Patamar alcançado).
Por último calcula-se o VO2 máximo através da equação:
Vo2 Max (ml.kg.min) = 31,025 + (3,238 x VA) - (3,248 x idade) + 0,1536 (VA x idade).

⚡ Yo-Yo intermittent recovery: é um teste do tipo indireto, máximo, intermitente e existem 3 níveis: nível 1 - utilizado em jovens e grupos menos competitivos; nível 2 - utilizado em atletas de elite e profissionais; e por último, nível submáximo, desenvolvido para avaliar atletas em período competitivo ou até na reabilitação de lesão. De acordo com o contexto onde estou inserido, irei mencionar o nível 1. O protocolo consiste em medir 5 metros de terreno bem delimitados que servirão como espaço de recuperação, seguido de 20 metros de terreno também bem delimitados que servirão como espaço de execução. Ao apito sonoro do "bip" o atleta tem que percorrer o percurso dos 20 metros coincidindo com os "bips" sonoros (ir e voltar) e após completar o total de 40 metros tem o espaço de 5 metros para recuperar durante 10 segundos até ao "bip" seguinte. O teste inicia-se a velocidade de 10 km/h. Neste teste o indivíduo só pode ter duas falhas. Por exemplo, ao seguir para alcançar os primeiros 20 metros, caso este não o consiga por ter existido o sinal sonoro antes e por isso tenha voltado para trás, conta uma falha. Ao voltar a falhar está eliminado do teste. Uma vez retirado do teste, o indivíduo deve registar os percursos realizados.
Para calcular o VO2 máx utiliza-se a seguinte fórmula: Vo2 máximo (ml.kg.min) = Distância (m) x 0,0136 + 45,3.

📝 Na minha opinião e na de diversos autores, tendo em conta a intermitência de esforço característica do jogo de futebol, com sprints, mudanças de direção, períodos de recuperação em jogging, etc ... o teste Yo-Yo intermittent recovery é o mais aconselhável de fazer no período preparatório para avaliar a capacidade aeróbia dos nossos atletas, devido ao seu protocolo intermitente.

⁉️ Os meus atletas chegaram das férias mal fisicamente. Como posso melhorar a sua capacidade aeróbia no período preparatório ? 🤔🔜

Olá, sou Licenciado em Ciências do Desporto e atualmente estudante do Mestrado em Treino Desportivo para Crianças e Jove...
18/04/2020

Olá, sou Licenciado em Ciências do Desporto e atualmente estudante do Mestrado em Treino Desportivo para Crianças e Jovens. Criei esta página fruto da vontade em partilhar conteúdo com os demais interessados acerca das Ciências do Desporto aplicado mais no contexto do futebol, tanto a nível de formação, como a nível sénior. Não baseando as minhas publicações em opiniões pessoais, fundamento-as sempre com a ciência, nomeadamente através da citação de artigos científicos ou autores peritos na temática em questão. Desde muito cedo a parte desportiva me interessou, nomeadamente a parte da preparação física do atleta, tanto na melhoria da sua performance, como na prevenção de lesões, pelo que decidi ingressar no meio das Ciências do Desporto e por aí espero continuar.

➡️ Licenciatura Ciências do Desporto (2016-2019);
➡️ Mestrado em Treino Desportivo para Crianças e Jovens (2019-2021);
➡️ Treinador de Futebol UEFA-C;
➡️ Experiência em treino de jovens:
- Treinador de Petizes e Traquinas UC Eirense 2016-2019) e CF Marialvas (2019-2020);
- Treinador de Iniciados (UC Eirense - 2019 e CF Marialvas 2021).

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