10/12/2022
Maternidade 🤍
Ser Mãe é, para mim, a mais bela, altruísta e mágica função da Mulher.
Gerar um ser em nós é uma graça, um encanto maravilhoso que me fez sentir endeusada durante a gravidez e no pós-parto.
Vivi com intensidade e amor profundo cada fase da minha gravidez, usufruindo do processo, consciente de que era "casa", fazendo por acolher com amor e tranquilidade o ser que em mim gerava.
Cuidar da autoestima e da saúde na gravidez é crucial e assim, a prática de Yoga ( ) e de exercício especializado () a par com uma alimentação macrobiótica (.pt)
fizeram parte da minha gravidez para que esta fase maravilhosa fosse vivida com bem-estar e leveza. Mesmo tendo formação nestas três áreas, numa fase tão especial como a gravidez e pôs parto, procurei apoio qualificado para me poder colocar no lugar de aluna.
Da minha experiência com as recém mamãs, considero que todas as mães passam por uma grande provação, seja na gravidez, no nascimento ou puerpério, que pode deixar dor, trauma e mágoa. Numa sociedade em que a partir do momento em que a criança nasce e o cuidar da mãe passa para segundo plano, faço a minha parte em alertar para a importância do auto cuidado e lembrar as mães com quem me cruzo para o super poder que têm e pelo papel mais lindo e altruísta que desempenham. O facto de ser a ordem da vida, não diminui a grandeza do ato de dar à luz, de gerar e dar vida.
Há no pós parto, uma sensação de desamparo e de medo de errar por parte da maioria das mães. Costumo dizer-lhes "ouve, vê e sente a tua/o teu filho/a, melhor do que tu, ninguém a/o conhece". Aconselho a confiar mais no instinto e intuição maternal que assegurou a existência da espécie humana por milénios e "ouvir o coração de mãe" que sabe mais do que o que é racional por vezes!
Lembrar que o corpo da mulher, tão sexualizado e dependente de padrões e estereótipos sociais, na verdade, serve uma ordem natural e pode gerar, alimentar e cuidar do continuar da nossa espécie.
Convido cada mãe a olhar-se e a amar cada curva que a maternidade lhe trouxe, agradecer as marcas que permitiram ter nos braços os seus filhos e a honrar esse corpo como ele o é.
Como profissional do exercício físico, relembro que amar-nos como somos, não invalida trabalharmos para nos tornarmos na melhor versão de nós mesmos e a lutar (com consciência) por um corpo mais de acordo com o que quer que ambicionemos. Mas a mensagem que quero deixar é que uma mãe é muito mais do que o corpo que tem, da diferença do pré e pós parto que a balança demonstra. Somos casa, colo, alimento, amor... Somos o mundo de um bebé. Que nos amemos por nós, que nos amemos por eles/as pois ensinar o que é o amor só é possível amando-nos a nós mesmas primeiro.