10/07/2021
Comunicado da Direção do Vikings Sports Club
1º A Direção do Vikings Sports Club recebeu no dia 30/06/2021 através do seu correio eletrónico o Ofício n.º 63/2021 da Junta de Freguesia de Benfica e outra Informação sobre a utilização da piscina da Boavista. O Pelouro do Desporto agendou também uma reunião para o dia 7 de julho de 2021 pelas 14.30, com vista a organizar a próxima época desportiva.
Da leitura do ofício de 23 de junho de 2021, que disponibilizamos em anexo, resulta que foi proposto pelo Diretor Técnico Carlos Custódio, que a piscina continue vedada ao treinador João Serra. E, na medida, em que esta proposta foi aprovada pelo executivo da JFB na reunião de dia 25/06 de 2021, o Vikings Sports Club enviou um e-mail de resposta à Junta de Freguesia de Benfica, reforçando aquela que tem sido a sua posição neste processo:
1º Este problema e conflito institucional entre a Junta de Freguesia de Benfica e o clube VKGS é um problema político, que só pode ser resolvido politicamente.
2º Que por todas as razões e mais uma: - na medida em que o Diretor Técnico Carlos Custódio e Coordenador da piscina Nuno Chicau são os principais responsáveis pela deterioração das relações institucionais entre o clube e o executivo, dificilmente poderão ser estes responsáveis, a dirigir ou mediar com sucesso um processo de diálogo que culmine, como é do interesse público, com o regresso dos treinos de natação à Piscina da Boavista.
3º Informámos o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, o Sr. Vogal Frederico Sequeira e o Pelouro do Desporto que o ofício n.º 63/2021 tem pontos incontornáveis, a resolver urgentemente, tendo em vista o desenvolvimento e dinamização de qualquer parceria futura entre a Junta de Freguesia de Benfica e o Vikings Sports Club. E sublinhámos os pontos fundamentais e incontornáveis deste ofício:
a) O mesmo horário e espaço em plano de água (17:00 às 17:55 e das 19:35 às 20:30 h) é manifestamente insuficiente e não permite condições mínimas de treino para uma equipa de natação de competição.
b) Não é possível desenvolvermos qualquer parceria com a JFB, enquanto o treinador, coordenador técnico e responsável pela formação desportiva do VKGS não puder trabalhar livremente na piscina do Complexo Desportivo do Bairro da Boavista, para além de que não nos parece ser de bom tom, iniciar qualquer processo de diálogo e de aproximação a uma instituição, começando por hostilizar o seu representante máximo e Presidente.
c) Enviámos também as nossas propostas no melhor espírito construtivo e de diálogo, comprometendo-nos a cumprir escrupulosamente o plano de contingência, que por sugestão nossa, deve ser atualizado para que não haja qualquer contradição com as atuais medidas e recomendações da DGS para o desporto federado de baixo risco (natação)
3º Marcámos presença na reunião, mas, lamentável e inexplicavelmente, não esteve presente ninguém do Executivo da Junta de Freguesia de Benfica.
4º Esta ausência do Executivo da Junta de Freguesia de Benfica da reunião de dia 7 de julho, é claramente demonstrativa da relevância que o executivo dá a este problema, da falta de respeito que o clube VKGS merece, e do alheamento da JFB, mesmo que esteja em causa o futuro desportivo de várias crianças e jovens, assim, como o projeto social do clube.
5º Também ficámos surpreendidos pelo facto dos nossos interlocutores desconhecerem as nossas propostas contidas na resposta ao e-mail de dia 30/06/2021 e que foram atempadamente enviadas e com o conhecimento do Sr. Presidente Ricardo Marques, do Sr. Vogal do Desporto Frederico Sequeira, assim como de todas as forças políticas eleitas para a Assembleia de Freguesia de Benfica.
6º Por muito boa vontade que nós tenhamos em dialogar com a JFB e na defesa do melhor interesse das crianças e jovens, dificilmente chegaremos a bom porto, se o ponto de partida for esta proposta do Diretor Técnico Carlos Custódio, subscrita e aprovada posteriormente pelo executivo.
7º Ora, como este executivo não consegue, ou não quer, assumir qualquer responsabilidade política e resolver problemas, escuda-se em “pareceres técnicos” que de técnicos, nada têm. Aliás, o Diretor Técnico Carlos Custodio, tem muita dificuldade em justificar tecnicamente tais pareceres.
8º Ficamos todos com a sensação de que, aparentemente, o poder está nas mãos dos técnicos e não dos políticos, como seria expectável num executivo que fosse responsável e maduro, em qualquer democracia sólida e transparente.
9º Ora, o Diretor Técnico da piscina não foi eleito, mas o Vogal do Desporto foi. O Diretor técnico não é escrutinado, o político é. Por que razão se esconde o político atrás do técnico, que é tão bizarro como uma raposa escondida atrás de uma ovelha?!
10º O VKGS considera que é o executivo da JFB que tem de decidir se quer um clube de natação com as seguintes características a trabalhar nesta freguesia:
a) Um clube de natação de competição nas modalidades: Natação Pura e Águas Abertas
b) Um clube vocacionado para a formação desportiva e orientação competitiva que visa o Alto Rendimento Desportivo
c) Um clube inclusivo que promove a integração de crianças e jovens no sistema desportivo federado
d) Um clube com uma missão antirracista
e) Um clube com um projeto social no qual as crianças comprovadamente carenciadas, ou moradoras do Bairro da Boavista, não pagam qualquer taxa ou mensalidade.
f) Um clube com um projeto de Natação Adaptada apoiado pela FPN
11º Se o executivo decidir que há espaço para nós nesta freguesia, o Diretor Técnico e o Coordenador da piscina saberão encontrar as soluções técnicas imprescindíveis para que possamos trabalhar com qualidade e implementar verdadeiramente a natação de competição nesta freguesia.
12º O executivo da JFB, dá ares de querer resolver o problema, mas, cobertos por esse manto de falsas aparências, apostando forte no marketing e comunicação, continua covardemente a evitar a todo o custo assumir qualquer responsabilidade pelos danos causados ao clube e a todas as crianças e jovens que continuam privadas de treinar e competir no seu desporto de eleição.
13º A covardia, a inação, a sonsice e a incompetência demonstradas pela Junta de Freguesia de Benfica e pelo seu Presidente Ricardo Marques, na condução deste processo terá, provavelmente, o seu custo político, mas terá certamente outras tantas responsabilidades civis e criminais.
14º Porque, como é evidente, tendo a JFB demonstrado toda a sua incompetência política na resolução deste conflito, e na medida em que o poder executivo é fraco e foge às suas responsabilidades, não nos resta outra alternativa que não seja apelar ao poder judicial e avançar para todas as formas de luta legítimas.
15º Devido à incompetência da Junta de Freguesia de Benfica, o projecto social está oficialmente suspenso por tempo indeterminado e aguardamos pelo início da próxima época desportiva 2021/2022, para tomarmos uma decisão final relativamente às equipas de formação (cadetes e infantis).
8 de julho de 2021
A Direção do Vikings Sports Club