PT João Pires

PT João Pires Olá a todos, sejam bem-vindos à minha página de Facebook oficial. O meu nome é João Pires, sou

22/02/2022

O vulgo "pé chato" ou pé pronado pode ter origem em várias causalidades. Entre elas destacam-se a fraca ativação da musculatura abdutora da anca, a fraca rotação interna da coxa, a excessiva rotação externa da tibia ou simplesmente a fraca resposta da musculatura intrínseca do pé. Como tal é necessário fazer uma avaliação integrativa na qual se inclui:
-movimentos passivos
-movimentos ativos
-apoio unipodal
-ciclo de marcha
-te**es de força
-outros te**es provocativos em caso de dor associada (neste caso, no joelho)

No caso da Leonor, identificámos uma fraca rotação interna da tíbia com origem no encurtamento do bicipite femoral, fraqueza da musculatura abdutora da anca e da musculatura intrínseca do pé.

Hoje utilizámos pela primeira vez a Blackboard, equipamento destinado ao treino do pé para aumentar a propriocepção da distribuição de forças. O nosso objetivo passou por melhorar a supinação do pé sentada (vídeo 1), de pé (vídeo 2), fortalecimento do arco longitudinal plantar após ganho de consciência local - short foot (vídeo 3), rotação interna da tíbia com feedback do elastico no 1° metatarso com co-contração do glúteo (vídeo 4).

Após este ganho de consciência trabalhámos ainda o fortalecimento do tibial anterior e musculos peroniais, grande glúteo e bicipete femoral em regime excêntrico. E hoje nao houveram dores no joelho!

É um caminho sinuoso, com altos e baixos, nada fácil mas que lhe vai trazer mais controlo motor, compreensão e consciência e evitar intervenção cirurgica, que para este caso não garante melhorias.

Como vai a saúde dos seus pés?

04/02/2022

🔸️Dor anterior no joelho
🔸️Síndrome femuropatelar
🔸️Síndrome dolorosa rotuliana

Apesar das varias nomenclaturas, este tipo de dor é difusa e normalmente ocorre na zona da patela (rótula) podendo tambem sentir-se na face lateral do joelho (parte de fora). Ocorre com maior frequência em 3 situações:
1 - subir/ descer escadas
2 - posição sentada prolongada (movie sign)
3 - agachamento ou lunge

Apesar dos inúmeros estudos e protocolos que daí surgiram, tudo indica para uma multiplicidade de fatores que vão desde a:
🔴 pré-disposiçao genetica (hereditariedade) que influencia na forma da rotula
🟠 diferenças de forcas na musculatura que atua no joelho (joelho valgo)
🟡 Artrocinetica ou alterações no movimento articular (displasia da patela)
🟢 desgaste articular da cartilagem (traumatismo por repetição)
🔵 aumento do ângulo Q (maior predominância no género feminino)
🟣 pé pronado (vulgo pé chato)

Contudo não é possivel apurar com toda a certeza atraves de exames complementares diagnóstico qual a origem desta dor, e como tal é essencial avaliar todo o membro em movimento.

A Leonor tem 13 anos, pratica 18h semanais de dança onde se inclui Ballet, dança contemporânea e clássica e após ser avaliada pelo osteopata, foi encaminhada para mim há cerca de um mês. Foi identificado défice de força no glúteo esquerdo, pé pronado, fraca estabilização da pélvis no plano frontal e défice de rotação interna da tíbia. Após um mês, os episodios de dor reduziram em mais de 50% na semana, já consegue fazer mais exercícios e a consciência corporal aprimorou bastante.

2 exercicios que utilizei na minha abordagem foram a estabilização do complexo articular do joelho em 3D através do movimento de hinge unipodal e o deadlift com extensão gradual do joelho para alongamento excêntrico da musculatura flexora do joelho (encurtada). No entanto em situações semelhantes que me surgiram, a intervenção foi diferente pois não há receitas iguais para todos.

A par da dor lombar, a gonalgia (dor no joelho) tem das maiores prevalências em fisioterapia. Contudo a reeducação funcional/ treino têm dado provas de maior sucesso e menor reincidência.

Posso ajudar?

Síndrome Cruzado Inferior (SCI) - Parte IIApesar de ser comum vermos este tipo de padrão podemos retirar ilações importa...
14/12/2021

Síndrome Cruzado Inferior (SCI) - Parte II

Apesar de ser comum vermos este tipo de padrão podemos retirar ilações importantes sobre esta distribuição de forças:

-Maior translação do Centro de Gravidade no sentido postero-anterior,
-Maior força compressiva no 1/3 anterior do pé,
-Normalmente dorsiflexão reduzida,
-Maior tensão e desconforto lombares,
-Respiração predominantemente torácica (postura em inspiração),
-Fraco ou nulo "bracing" abdominal na manipulação de cargas externas,
-Menor capacidade transferir força para os membros a partir do centro,
-Fraca dissociação de movimentos acessórios da coluna em relação aos membros (menor estabilidade da coluna).

O termo "stack" compreende uma boa colocação do diafragma num alinhamento paralelo ao do assoalho pélvico. Quando assim é, através da respiração na fase expiratória é possivel recrutar com maior vigor os musculos profundos do abdominal e permitir a manutenção de uma boa Pressão Intra Abdominal (PIA) essencial para diminuir as forças compressivas nos corpos vertebrais, estabilizar a coluna na execução de movimentos vigorosos bem como transferir de forma eficiente força para os membros. assim sendo é importante manter um bom tónus abdominal e uma postural tendencialmente alinhada no dia-a-dia em geral e preferencialmente durante o exercício em específico.

Como fazer isso?
Através da melhoria da consciência corporal, notas mentais sobre os maus hábitos em relação à forma como se move/ senta, com treino proprioceptivo e de força que nos desafie a resiliência na manutenção de posturas, mas mais importante de tudo: educação! Elucidar atletas e clientes para a importância desta situação e as complicações que dela podem advir como é ocaso das Hérnias discais.

Pontos chave para executar um bom "bracing":
-Correção do padrão respiratório (movimento 3D do ar),
-Sentir a contração involuntária abdominal na fase de expiração vigorosa (como no riso ou tosse)
-Manter o tónus da região abdominal durante a inspiração, ainda que esta possa ficar dificultada,
-Segurar nos pesos ou adoptar a posição do exercício e executar,
-Utilizar um espelho como feedback.

Cintos e Valsalva
Ainda que seja comum vermos atletas e competidores de halterofilismo utilizarem cintos de weightlifting, temos de perceber que estes cintos e o seu contacto com a região abdominal ao seu redor, pretendem estimular justamente essa musculatura a criar rigidez e nada mais fazem do que isso. Sem uma boa consciência corporal, o abdominal não activa devidamente e o cinto não mais é do que um acessório.
A manobra de Valsalva, por sua vez, é a criação de PIA através de uma expiração contra um obstáculo, ou seja, através do bloqueio da glote fecham-se as vias aéreas e é criada a pressão desejada, ainda que impossibilitando a respiração cíclica. Vulgarmente utilizada no halterofilismo visa esforços maiores na sua intensidade e menores na sua duração pelo que a sua utilização prolongada é desaconselhada pela possibilidade e ocorrerem síncopes (desmaios). Um dos maiores erros é durante a inspiração encher exclusivamente o peito de ar, perdendo o "stack". No caso das grávidas é de todo desaconselhada!

O SCI é uma condição que pode ter origem na hereditariedade genética e por isso muito difícil de corrigir, mas é de todo possível educar o corpo e munir a consciência de "awareness" para evitar lesões ou desconforto no treino e/ ou no quotidiano.
As mulheres após a gravidez, devem procurar minorar os impactos das alterações a que foram sujeitas durante 9 meses, quer seja ao nível hormonal, musculo-esquelético, psicológico e social sendo que para isso podem procurar ajuda junto de profissionais médicos e que de preferência dêem primazia ao exercício como forma de "corrigir" essas alterações.

Eu estou disponível para falar com o seu médico para assim encurtarmos o caminho até ao seu bem estar.

*Nota: é normal haver curvaturas acentuadas na coluna sem que isso implique um risco elevado de lesão, no entanto é importante não negligenciar sinais que o nosso corpo tantas vezes nos dá e que podem predizer algum problema. Para tal procure ser avaliado por alguém qualificado.

Síndrome Cruzado Inferior (SCI) - Parte IDe entre os desvios posturais mais comuns o SCI predomina em especial nas crian...
06/12/2021

Síndrome Cruzado Inferior (SCI) - Parte I

De entre os desvios posturais mais comuns o SCI predomina em especial nas crianças em fase de maturação mas ainda mais nas mulheres, especialmente as que já foram mães.

Este desvio caracteriza-se pela inclinação da pélvis anteriormente (anteversão) o que por norma aumenta a curvatura lombar, levando a uma hiperlordose e consequentemente a uma colocação errada da caixa torácica sobre a pélvis. Esta má distribuição de forças conduz a uma fraca ativação abdominal o que está relacionado com o aparecimento de lombalgias (dor na região lombar).

A origem deste desvio, tem em teoria a ver com a diferença de forças entre a musculatura flexora e extensora da lombar (eretores da coluna vs reto abdominal) bem como da articulação coxofemoral (glúteos/ isquiotibiais vs psoas ilíaco/ reto femoral) - imagem 1.

A justificação para o aparecimento deste desvio nas mulheres tem, entre vários fatores, a ver com a própria anatomia da pélvis feminina que por questões genéticas é concebida com uma maior largura colocando à partida maior carga sobre os músculos adutores da coxa em detrimento dos abdutores, entre os quais a musculatura glútea tem um papel importante.

Felizmente nem todas as posturas lordóticas indiciam dor lombar, pois apesar da estrutura estar pré-definida pelo sistema nervoso central, é possível modular a ação muscular para que o movimento se torne mais eficiente e assim, evitar uma sobrecarga na coluna lombar principalmente no manuseamento de cargas externas, e isso consegue-se logicamente com treino propriocetivo e funcional. É preciso estar atento à postura no momento de treinar mas também ao longo do dia, pois quanto mais tempo passamos sentados, menos ativação muscular ocorre nos glúteos e o seu enfraquecimento irá levar a compensações por parte de outros músculos para cumprir uma determinada tarefa, que por norma recaem sobre os eretores da coluna localizados na região lombar.

Resumindo:
Musculatura em tensão (encurtada):
1) Psoas Ilíaco
2) Reto Femoral
3) Eretores da coluna

Musculatura relaxada (inibida)
a) Glúteos
b) Isquiotibiais
c) Reto abdominal e oblíquos

*Nota:
O SCI pode ainda ser representado pela retroversão da pélvis conforme podem ver na imagem de exemplo.

Imagem: NASM

Algumas características do treino personalizado:>Mais motivação>Maior compromisso>Maior controlo de variáveis associadas...
16/11/2021

Algumas características do treino personalizado:

>Mais motivação
>Maior compromisso
>Maior controlo de variáveis associadas ao treino
>Maior adaptabilidade às condições momentâneas
>Mais rigor no planeamento
>Maior foco nas necessidades e gostos do cliente
>Mais respeito pela individualidade de cada um
>Maior proximidade entre treinador e cliente
>Mais segurança na execução dos exercícios
>Maior privacidade..
Gostaria de experimentar? :)
!!Disponível no formato domiciliar!!

10/11/2021

Bem vindos à minha página oficial de Facebook. Disponho de vários serviços de PT, dos quais destaco: treino personalizado, serviço ao domicilio, exercício clínico, cuidados geriátricos, entre outros. Não hesite em contatar-me pelos meios disponibilizados nesta página. 🙂

Endereço

Beja

Telefone

+351964979121

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando PT João Pires publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para PT João Pires:

Compartilhar