07/06/2026
Passei os últimos três meses e meio em Bali.
Fui sozinha para fazer uma formação de Pilates, o meu voo foi cancelado por causa da guerra e no meio de viagens de mota, mergulhos, e novas amizades decidi ficar.
Entretanto o meu joelho decidiu trocar-me os planos, e vim a Portugal fazer uma ressonância magnética. O meu trabalho requer muito do meu corpo e por isso é uma prioridade para mim.
Bali transformou-me. Mas não por ser Bali, não por causa do Yoga ou do Matcha. Nem se quer gosto de Matcha. Bali transformou-me tanto quanto Estocolmo, quanto Madrid, quanto Lisboa ou Aljezur. Acredito mesmo que descobrimos partes novas de nós próprios quando nos permitimos conhecer mais do mundo lá fora.
Por um lado, acho que fui para Bali com um único parafuso e voltei de lá com esse mesmo parafuso mal apertado.
Por outro, não acho nada disso. Admiro-me muito enquanto mulher. A minha coragem de ir, de querer ficar. Admiro a minha alegria de viver. O meu sorriso e a minha luz. A minha inocência e capacidade de sonhar. O meu riso. As minhas gargalhadas todos os dias. Talvez a minha capacidade de rir-me de mim própria até.
Mudei sim. Estou mais leve. Mas mais segura de mim. Caminho tranquila mas sem grandes planos.
Espero sempre o melhor e aprendi a valorizar as bênçãos e privilégios de cada momento.