14/06/2026
Em 2003, o Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, foi testemunha de um dos momentos mais improváveis da Copa Libertadores da América. O Paysandu, sensação nortista recém-chegada ao torneio, enfrentou o poderoso Boca Juniors com coragem e organização, num ambiente típico de pressão extrema. Mesmo desfalcado por expulsão de Clemente Rodríguez no Boca e dois jogadores incapacitados no Papão, o time paraense resistiu com disciplina, até que, aos 23 minutos do segundo tempo, Iarley, livre na esquerda, finalizou cruzado e abriu o marcador que entraria para a história.
A atmosfera era de choque: ali estava um clube de Belém, com menos recursos, superando um multicampeão argentino dentro de seu templo. A façanha foi ainda mais impressionante pois foi conquistada com nove jogadores em campo, depois das expulsões de Robgol e Vanderson, sem comprometer o sistema ou a confiança.
A torcida bicolor explodiu em alegria nas ruas, uma festa digna de final, enquanto a imprensa local falava em “Papão da Bombonera” e o clube batizou o episódio de “bombonerazo”. Mesmo com o retorno à Belém marcando a eliminação no jogo de volta (derrota de 4 a 2), o feito foi reconhecido como um dos capítulos mais heróicos da história do Paysandu. O clube celebrou por anos este triunfo como símbolo de garra, de um “impossível” tornado real, e sua torcida o considera, talvez, o maior jogo de sua história.