21/08/2026
Sentir mais calor não é frescura. Mas também não é tão simples quanto dizer que “mulher sente mais calor que homem”.
A termorregulação feminina muda ao longo do ciclo menstrual, com o uso de hormônios e, de forma ainda mais evidente, durante a transição para a menopausa.
Um dos efeitos mais consistentes aparece depois da ovulação: na fase lútea, quando a progesterona está mais alta, a temperatura corporal central pode f**ar aproximadamente 0,3 a 0,7°C maior do que na fase folicular.
Parece pouco. Fisiologicamente, não é: Estradiol e progesterona atuam inclusive nos mecanismos que controlam fluxo sanguíneo da pele, vasodilatação, sudorese e dissipação de calor. De forma geral, o estradiol favorece a perda de calor, enquanto a progesterona tende a elevar a temperatura corporal e modif**ar os limiares termorregulatórios.
E existe outro momento em que essa conversa f**a ainda mais importante: perimenopausa e menopausa.
Com as alterações e a queda do estradiol, o sistema de controle térmico no hipotálamo também muda. Nos sintomas vasomotores, pequenas variações de temperatura corporal podem ser suficientes para desencadear uma resposta intensa de dissipação de calor, com vasodilatação da pele, suor e aquela sensação súbita de estar “pegando fogo”.
Isso também ajuda a entender por que duas mulheres, no mesmo ambiente e fazendo exatamente o mesmo treino, podem ter experiências completamente diferentes.
Seu corpo não é uma versão menor do corpo masculino. E nem permanece fisiologicamente igual durante todas as fases da sua própria vida.
Quanto mais entendemos a fisiologia feminina, menos precisamos tratar como “drama” aquilo que tem mecanismo biológico.
Salva este post para lembrar disso no próximo treino em que parecer que só você está derretendo.
E manda para aquela mulher que vive dizendo: “gente, tô com um calorão!”