21/05/2024
ESCLARECIMENTOS
Na sequência da improcedência do protesto e do recurso, e após a análise e debate interno, cumprindo com o dever de informar e de esclarecer os sócios, adeptos e a opinião pública em geral, vem o Clube Sportivo Marítimo dizer o seguinte:
No jogo do Torneio de Abertura realizado em dezembro de 2023, frente a equipa dos Sanjoanenses, num lance na primeira parte, o nosso jogador Elvy perdeu a bola e o colega Keny foi tentar recuperar a bola e fez a falta sobre um jogador adversário.
Na sequência, o árbitro da partida admoestou o Keny com a cartolina amarela. O lance e a falta aconteceram a cerca de 5 à 10 metros do nosso banco de suplentes e todos viram a falta e o cartão.
Acontece que este cartão não foi registado nem pelo árbitro nem pela Associação na plataforma. Entretanto há outros agentes desportivos que estando no estádio viram e sabem da amostragem do cartão amarelo.
O CSM sempre reclamou junto das entidades competentes o registo deste cartão na plataforma enviando diversos email's (que foram distorcidos e utilizados por um dirigente da Associação na praça pública a dizer que o CSM sabia que o jogador tinha 3 amarelos).
Ao não ser registado na plataforma, a sequência e encadeamento coincidiria (erradamente) que o jogador Keny estaria castigado na semana do jogo do campeonato com os Sanjoanenses, assim como os treinadores Nuzuca e Helder apareciam na plataforma como castigados também erradamente devido a falhas na plataforma porque alguns jogos ainda não estavam encerrados.
Dias antes do jogo contra os Sanjoanenses para o campeonato voltamos a reclamar desta situação num primeiro momento junto da Associação e no dia seguinte, por uma questão de prudência, no responsável nacional da plataforma Fifa Conect, Senhor Odilio Neves, via telefone.
Foi-nos garantido tanto por um como por outro que a situação seria regularizada, inclusive o Senhor Odilio Neves nos garantiu que já havia conversado com o Presidente da Associação e que estava apenas a espera que uma outra pessoa lhe abrisse o jogo na plataforma (jogo com os Sanjoanenses do Torneio de Abertura) para resolver a situação, mas sempre reconhecendo o erro e a falha da plataforma. Até disse-nos que estava a circular com um tablet na mão para retificar a situação assim que a outra pessoa lhe comunicasse a abertura do jogo na plataforma.
Entretanto nesse dia do jogo do campeonato frente aos Sanjoanenses, de manhã, recebermos um email da Associação a informar a existência de instabilidade na plataforma e que inclusive havia jogadores e dirigentes do nosso adversário que apareciam na plataforma como castigados e que por isso todos os jogos daquele fim de semana seriam feitos fora da plataforma e em fichas de jogo em suporte de papel. E assim foi feito!
Para o nosso espanto, no início da semana seguinte ao jogo, a plataforma já estava funcional inclusive alguém (que até hoje se está por apurar quem foi) entrou na nossa secção da plataforma e lá introduziu todos os dados da nossa equipa e da partida, designadamente a equipa técnica, o 11 inicial e os suplentes, quando isso só é possível se feito pelo responsável do Clube que tem acesso e senha. Mas acima de tudo o que se questiona é como é que alguém introduziu as equipas e os dados da partida na plataforma se todos os jogos daquele fim de semana foram jogados fora dela e em fichas de jogo em papel.
Convictos de que o encadeamento dos cartões e o suposto castigo do atleta Keny era um erro e uma falha da plataforma, e com o reconhecimento do dirigente local e nacional e a promessa da sua resolução naquele dia mesmo, a equipa técnica e a Direção optaram por lançar o atleta no jogo.
Até ao fim do campeonato tanto local como a nível nacional pelo responsável da gestão da plataforma, nunca nos resolveram a situação.
DO PROTESTO
Os Sanjoanenses entregaram o protesto no dia 25 de março, mas foi apenas no dia 2 de abril que tomamos conhecimento oficial via email.
No dia 3 de abril de 2024 o presidente da Direção e o atleta foram chamados para prestarem esclarecimentos.
Atendendo que o protesto estava instruído com vários documentos solicitamos um prazo ao Conselho Jurisdicional para analisar os ditos documentos, preparar e entregar a nossa defesa.
Ficou combinado que a nossa resposta/defesa escrita seria entregue no dia 8 de abril às 18h00. E assim foi feito.
Na nossa resposta, entrgie no dia 8 de abril, juntámos alguns documentos que consideravamos pertinentes, arguimos nulidades e solicitamos a audição de 3 testemunhas, sendo que 2 deles são agentes desportivos e garantiram-nos também que haviam visto o cartão amarelo que o atleta Keny viu no Torneio de Abertura contra os Sanjoanenses. Solicitamos ainda que o Conselho Jurisdicional requeresse oficiosamente à Direção da Associação documentos importantes e probatórios que só eles tinha na sua posse para provar algumas das nossas alegações.
Para o nosso espanto, no dia 9 de abril de 2024 as 18h14, ou seja, precisamente 24 horas depois da entrega da nossa resposta/defesa escrita, fomos surpreendidos com um email da Associação a notificar-nos da decisão/acórdão decretanto a procedência do protesto e a consequente perda dos 3 pontos. Esta decisão foi tomada sem se ouvir as nossas testemunhas e sem se solicitar e juntar aos autos os documentos probatórios que só a Direção da Associação tinha na sua posse e importantes para a prova daquilo que alegavamos.
O Conselho Jurisdicional concentrou a sua fundamentação e decisão apenas nos 3 cartões amarelos, que como se demostrou acima era um deles ao não ser registado o encadeamento provocaria o tal castigo na plataforma.
DO RECURSO
Inconformados, e cientes sempre de que a razão estava e está do nosso lado, entrámos com o recurso junto do Conselho de Justiça da Federação. De entre outros fundamentos, alegamos a não audição das testemunhas e a não junção dos documentos na posse da Associação. Arguimos a nulidade do acórdão por violação flagrante do direito ampla defesa pelos motivos acima expostos, ou seja, foi uma decisão tomada sem a análise, ponderação e confronto das provas que apresentamos na resposta/defesa escrita.
Por sua vez, o Conselho de Justiça da Federação apressadamente também não analisou e nem sequer pronunciou no seu acórdão as nulidades arguidas derivada da não audição das testemunhas e da não junção dos documentos solicitados que só a Associação tinha na sua posse. Centrou também, e sabe-se lá porquê, a sua fundamentação e decisão unicamente nos 3 cartões.
Tudo isto é estranho já que um dos nossos fundamentos era a arguição da nulidade do acórdão local por violação do princípio da ampla defesa, precisamente os mesmos fundamentos utilizados pelo FC Derby de São Vicente, além da questão principal ser a do passaporte. Entretanto, o Conselho de Justiça da Federação analisou todos os fundamentos do FC Derby e dá uma exautas fundamentação num acórdão de inúmeras páginas enquanto que no que a nós dizia respeito aligeirou-se a decisão num documento de poucas páginas e sem analisar, fundamentar e pronunciar os nossos pedidos. Tanto é que o acórdão saiu na quinta feira dia 2 de maio e no dia seguinte, sexta feira, dia 3 a equipa dos Sanjoanenses seguiu viajem para São Nicolau.
Cada um que tire as suas próprias conclusões!
Perante o acima exposto, tanto a Direção como a equipa técnica e os jogadores não admitem e repudiam que alguém os acuse de ter cometido propositadamente algum erro e de terem conhecimento que eventualmente o jogador tinha 3 cartões amarelos antes deste jogo.
Tínhamos um projeto ambicioso de campeão, tínhamos e registávamos os incidências de cada jogo e atualizadas semanalmente. Ninguém da Direção ou da equipa técnica, perante tanto esforço financeiro, material, tempo e energias dispendidas, seria capaz de cometer conscientemente tamanho erro e prejudicar o clube.
Quem fez isto para nos prejudicar sabia das suas reais pretensões.
A Direção entende que está a fazer um trabalho meritório e audaz e que certamente está a incomodar muita gente quando trás a público e demonstra enorme vontade de mudar alguma coisa que não vai bem na organização das competições no futebol em Porto Novo.
Os sócios são soberanos e se entenderem que deve haver mudança na gestão do clube estamos aberto a deixa-lo para que outras pessoas venham tomar conta dele pois não estamos agarrados.
O CS Marítimo é maior e está acima de qualquer pessoa ou interesse.
Juntos rugimos mais fortes!