29/07/2020
Ah, não, Branco. Você não! 😭
Hoje o Boxe perdeu um grande árbitro, juiz, comissário, diretor de mesa... Eu perdi um amigão, um professor e parceiro.
Não podia deixar de homenagear essa pessoa do bem, íntegra e tão iluminada que era o Oswaldo Zuanella, nosso querido Branco.
Desde quando eu ainda era só uma estagiária de arbitragem na Federação Paulista de Boxe, o Branco sempre esteve presente. Era sagrado. Ele aparecia em um campeonato e outro e no final da programação me dizia que eu tinha que me tornar uma grande árbitra, que eu levava jeito. Ele foi uma das primeiras pessoas a me incentivar no Boxe!
Ele gostava de me apresentar pra todos dizendo que eu era atleta, psicóloga, árbitra, juiza, "e ainda é mãe heim!", ele falava.
Ele fazia eu sentir o quanto reconhecia todo meu esforço pra estar ali, entre ele e outros grandes do esporte.
Mais tarde, quando cuidava da programação do Boxe profissional ele sempre fazia questão de me escalar para as lutas, me defendia com unhas e dentes, dizia que eu era boa e tinha que subir, mesmo quando outras pessoas queriam me cortar, por intrigas ou vaidades.
Sempre quando terminavam as lutas em que julgávamos juntos, o Branco vinha até mim pra conversarmos sobre o resultado e perguntava minha opinião numa HUMILDADE de iniciante quando, na verdade, com toda experiência dele como juiz, era eu quem queria aprender com ele!
Esse era o Branco. Uma das raras pessoas maravilhosas nesse mundo de tantos larápios, sabe-tudo, vaidosos e gananciosos. Alguém que eu conhecia apenas por Branco, alguém bom demais pra ter adjetivos. Ele foi embora, mas tudo o que me fez sentir e todas as memórias que deixou para mim e para muitos no esporte perdurarão e se multiplicarão pela eternidade. Fique em paz, meu querido amigão. Obrigada por ter existido e ser uma parte tão boa da minha história. 🙏🏻