11/04/2018
GK-65 representando os Gurkhas na CQB REAL ACTION RS-BRASIL.
O TERROR VAI AO ESTÁDIO
Bagdá, 2018. Al Quwa Al-JawiyaStadium. Sede da equipe Al Quwa Al-Jawiya, primeira rodada do Campeonato Iraquiano. Sábado. Estádio lotado. Torcedores, famílias, imprensa, comerciantes e apoiadores. Um grupo de terroristas infiltrados em meio a torcedores invade a área do jogo, abate seguranças e policiais e faz cativo alguns dos jogadores do Al Quwa.
Um grande tumulto iniciou-se nas arquibancadas, com pessoas sendo pisoteadas, correndo a esmo e ao mesmo tempo sem entender o que ocorria.
O grupo insurgente agrupou os atletas e os levou para o setor Norte do complexo esportivo.
Não houve tempo de reação e nem meios de uma intervenção da segurança pública para evitar o incidente.
Os autores da ação? Milícias curdas egressas da Guarda Republicana no antigo e deposto regime Batah que reivindicavam o fim dos processos militares contra seus membros e a anistia para todos aqueles que integraram as unidades de elite do Exército Iraquiano liderado por Saddan Hussein.
Se não fossem atendidas as exigências, um atleta cativo seria morto a cada meia hora.
O terror estava no estádio, para a perplexidade geral da opinião pública mundial. Desde a invasão de 2003 o Iraque tornou-se um barril de pólvora. Mas a ação das milícias “republicanas” foi inesperada.
Impossível não recordar de Pelé, em 1974, parando a Guerra de Biafra, na Nigéria, usando o esporte para um tempo de paz. O ato foi celebrado por todos a tal ponto de o Coronel Samuel Ogbemudia decretar feriado no dia em que o Santos F.C. lá estivesse.
Ou a Trégua de 1914, em plena Primeira Guerra Mundial em que alemães e ingleses pactuaram o cessar-fogo para uma partida de futebol onde beberam, jantaram e celebraram a união pelo esporte, pois a guerra sós os desunia.
E também o que dizer dos jogadores do Dínamo de Kiev que resistiram a invasão alemã, aceitando desafios futebolísticos propostos pela Lufwaffe, sem perder um único jogo. Era a guerra com seus horrores mitigados pelo esporte.
E Drogba? O craque marfinense que leu um manifesto pelo fim da guerra civil na Costa do Marfin, no ano 2007?
O fato é que a equipe do Al Quwa estava cativa e as execuções teriam início.
Portanto, é preciso agir! Ou a morte e o terror reinarão!
Objetivo da missão: forças de segurança especializadas em ações contra terrorista deverão localizar as áreas de cativeiro nas dependências do Estádio Al Quwa Al-Jawiya, libertar cativos e eliminar elementos terrorista.
REAL ACTION DRAGÃO AZUL 2018
1ª OPERAÇÃO DO CALENDÁRIO DE ATIVIDADES “O TERROR VAI AO ESTADIO”
7 e 8 de abril de 2018.