04/01/2023
Foram lindas, justas e merecidas as homenagens prestadas na despedida do eterno Rei Pelé, e é justamente por isso, diante de tanto carinho, que f**a impossível não notar as ausências.
É característico da maioria dos brasileiros, perante a situações difíceis, olhar sempre para o copo meio vazio. Por outro lado, gosto de olhar a coisa por todos os ângulos.
Foram muito positivas e afetuosas as manifestações daqueles que realmente importam, o povo. Mas foram tristes, tacanhas e mesquinhas as ausências dos jogadores campeões do mundo 94 e 2002.
É compreensivo que alguns deles não pudessem estar presentes. Mas será que 41, dos 42 nomes estavam tão ocupados assim?
Mais do que bonito, era necessário que esse grupo de atletas levasse alguns representantes ao evento e nao venham me dizer que o Mauro Silva, estava lá, pois este foi muito mais como vice-presidente da Federação Paulista, do que tetra campeão.
As conquistas dessas duas copas foram marcadas por grandes líderes dentro de campo, e mais do que nunca, essa era a hora destes mostrarem ao mundo porque são símbolos de grandeza. Não o fizeram.
Em regra, o brasileiro, tem dificuldade de reconhecer o tamanho de seus ídolos. Essa inclusive, é uma reclamação de muitos deles. Pois bem, nessa situação houve uma reviravolta. O povo abraçou o Rei, na medida de sua enormidade, enquanto os idolos deram de ombros para a história. Depois não adianta reclamar.