22/08/2026
Essa luta foi há um tempo.
Hoje eu estou do outro lado: no córner, não no ringue.
E isso me traz uma pergunta que eu escuto há anos e que nunca tem resposta fácil.
Um treinador precisa ter competido para ser completo?
Tem gente que diz que sim.
Que existe uma coisa que não se aprende assistindo: a semana da pesagem, o vestiário, o momento em que a porta fecha e não tem mais para onde correr.
Quem nunca sentiu isso teria como preparar alguém para sentir?
Tem gente que diz que não.
Que treinar e competir são funções diferentes.
Que o melhor lutador nem sempre vira o melhor treinador, e que o que forma um técnico é estudo, olho, repetição e tempo de tatame — não a súmula dele.
E aí tem a camada que quase ninguém discute:
Se for necessário ter competido, uma luta basta?
Ou ser completo exige ter vivido aquilo várias vezes — ganhar, perder, machucar, voltar, subir de novo com a cabeça diferente?
Eu não vou responder.
Quero ler o que vocês pensam.
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