05/03/2022
Elefante-marinho é monitorado em Ubatuba
Um elefante-marinho-sulamericano (Mirounga leonina), encontrado nas regiões subantárticas e na patagônia Argentina, está sendo observado há dois dias em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.
Após o acionamento da feito pela população, a equipe do Instituto Argonauta que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) se deslocou para a região do S**o da Ribeira, para realizar a avaliação do animal.
Com cerca de quatro metros de comprimento e pesando em torno de duas toneladas, trata-se de um elefante-marinho macho juvenil. Segundo as avaliações veterinárias, o animal está aparentemente bem, apresentando comportamento de descanso e em processo de muda, quando acontece a troca da pele e pelos.
Segundo o Oceanógrafo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta, o animal deve ter chegado à cidade levado por uma corrente marinha, uma vez que essa não é a época de ocorrência, pois são mais frequentes no inverno. “Porém, no início de fevereiro, tivemos um registro de observação de uma fêmea de elefante-marinho em São Sebastião, que depois foi encontrada na Bahia”, diz Gallo.
Os elefantes-marinhos são mamíferos marinhos reconhecidos pela presença de um focinho semelhante a uma tromba, exclusiva dos machos, já as fêmeas apresentam o focinho mais arredondado. Outro fator de diferenciação sexual é o tamanho, quando adultos as fêmeas atingem em torno de 3m e 1ton e os machos podem chegar a 5m e 5ton.
São animais que passam a maior parte da vida nas ilhas subantárticas e na patagônia Argentina, mas que fora do período reprodutivo costumam viver solitários e navegando em mar aberto, descansando em terra durante o período de muda.
"Esta é a terceira ocorrência em Ubatuba e na mesma região. Porém, é a primeira dentro do PMP-BS” Explica Carla Beatriz Barbosa, bióloga e coordenadora do PMP-BS no trecho 10 pelo Instituto Argonauta. “Como das outras ocasiões, estamos monitorando esse animal porque ele está em uma região de Ubatuba, conhecida como S**o da Ribeira, onde existe uma grande movimentação de barcos. O nosso objetivo é evitar acidentes, acompanhar o animal e prevenir que alguém venha a ser atacado, porque o elefante-marinho pode se tornar agressivo caso se sinta ir-se ameaçado", complementa Carla.
A equipe de biólogos, veterinários, oceanógrafos e monitores do PMP-BS do Instituto Argonauta está acompanhando o animal 24h, e pedindo o apoio e cuidado da população para não se aproximar, não molestar e evitar som muito alto, fatores que podem estressar muito o animal. Também é importante que as marinas da região informem as embarcações em trânsito na área do S**o da Ribeira para redobrarem a atenção durante a navegação, reduzindo a velocidade para prevenir acidentes.
O atua desde 1998 em parceria com o Aquário de Ubatuba no resgate e reabilitação de fauna marinha, e também é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Ao ver um animal marinho debilitado, ligue 0800-642-3341 ou (12)99785-3615.
Sobre o Instituto Argonauta
O foi fundado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba e reconhecido em 2007 como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O Instituto tem como objetivo a conservação do Meio Ambiente, em especial dos ecossistemas costeiros e marinhos. Para isso, apoia e desenvolve projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, dentre outras atividades.
Sobre o PMP-BS
O Instituto Argonauta também é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.
Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Argonauta monitora o Trecho 10, compreendido entre São Sebastião e Ubatuba.
Para maiores informações consulte: www.comunicabaciadesantos.com.br