27/05/2026
Diante da fatalidade que aconteceu com o Gabriel Ganley, não posso deixar de expor o meu posicionamento.
O uso desses medicamentos vem deixando de ser apenas uma busca por performance ou estética saudável e passando a representar uma necessidade imediata de atingir um “shape ideal” a qualquer custo.
Em muitos casos, o discurso deixa de ser sobre saúde, disciplina e evolução natural, e passa a ser:
“eu preciso ter um shape perfeito e preciso agora.”
Isso ultrapassa os limites do saudável, negligencia a saúde física e mental e coloca a estética como prioridade absoluta.
Entrando também para o ramo em que eu trabalho, e principalmente para o meu público, que são mulheres: talvez não seja tão comum a introdução dos anabolizantes, mas ainda assim existe um problema muito parecido quando o ideal de “shape perfeito” ultrapassa o senso de saúde e se transforma em obsessão estética.
Mulheres se comparam constantemente, idealizam corpos que muitas vezes nem fazem parte da sua natureza física, seguem dietas absurdas, treinam além do necessário e querem ir mais pesado do que o indicado pelo profissional.
Esses comportamentos também não podem ser ignorados.
O natural tem limites. E transformar o corpo em uma cobrança constante nunca deveria ser mais importante do que preservar a própria saúde.
O mundo fitness também precisa falar sobre limites, consciência e responsabilidade. Nem todo resultado rápido vale o preço que o corpo paga depois.