Expedição Patagônia 2013

Expedição Patagônia 2013 Expedição Patagônia 2013. Será realizada pelos timboenses Alexandre, Minatti, Thiago, Ivo, Catto

Integrantes da Expedição: Alexandre, Minatti, Thiago, Ivo, Cattoni e Jacques. Saída dia 7 de fevereiro de 2013 e retorno dia 26 de fevereiro de 2013. Expedição Timbó Austral (Timbó – Ushuaia)

1º Dia – 07.02.2013 – quinta-feira:
Timbó (BR) – Rio Grande (BR) – 840 km

2º Dia – 08.02.2013 – sexta-feira:
Rio Grande (BR) – Colônia (UR) – 780 km

3º Dia – 09.02.2013 – sábado:
Colônia (UR) – Bahía Blan

ca (AR) – 651 km..
4º Dia – 10.02.2013 – domingo:
Bahía Blanca (AR) – Puerto Madryn (AR) – 874 km

5º Dia – 11.02.2013 – segunda-feira:
Puerto Madryn (AR)

6º Dia – 12.02.2013 – terça-feira:
Puerto Madryn (AR) – Puerto San Julian (AR) – 877 km

7º Dia – 13.02.2013 – quarta-feira:
Puerto San Julian (AR) – Cerro Sombrero (AR) – 524 km

8º Dia – 14.02.2013 – quinta-feira:
Cerro Sombrero (AR) – Ushuaia (AR) – 425 km

9º Dia – 15.02.2013 – sexta-feira:
Ushuaia (AR)

10º Dia – 16.02.2013 – sábado:
Ushuaia (AR)

11º Dia – 17.02.2013 – domingo:
Ushuaia (AR) – Rio Gallegos (AR) – 650 km

12º Dia – 18.02.2013 – segunda-feira:
Rio Gallegos (AR) – El Calafate (AR) – 160 km

13º Dia – 19.02.2013 – terça-feira:
El Calafate (AR)

14º Dia – 20.02.2013 – quarta-feira:
El Calafate (AR) – Puerto San Julian (AR) – 663 km

15º Dia – 21.02.2013 – quinta-feira:
Puerto San Julian (AR) – Sarmiento (AR) – 567 km

16º Dia – 22.02.2013 – sexta-feira:
Sarmiento (AR) – San Carlos de Bariloche (AR) – 702 km

17º Dia – 23.02.2013 – sábado:
San Carlos de Bariloche (AR) – Santa Rosa (AR) – 959 km

18º Dia – 24.02.2013 – domingo:
Santa Rosa (AR) – Santa Fé (AR) – 773 km

19º Dia – 25.02.2013 – segunda-feira:
Santa Fé (AR) – Ijuí (BR) – 879 km

20º Dia – 26.02.2013 – terça-feira:
Ijuí (BR) – Timbó (BR) – 613 km

CALAFATE 2 DIA - CAMINHA DO GELO
20/02/2013

CALAFATE 2 DIA - CAMINHA DO GELO

17/02/2013

16.02.2013 de ushuaia a el calafate - 930 km

17/02/2013

EL CALAFATE

16/02/2013

Expedição Patagonia – 2013 (Timbó Ushuaia)

4º dia – 10.02.2013 – domingo

Dia seguinte e aumenta nossa decepção com o hotel. Comparecemos ao café da manhã e fomos brindados com pão seco e suco artificial de laranja, além de um líquido mais escuro que teimavam em chamar de café. Uma lástima e com diária de 200 pesos per capita. Estávamos mal acostumados e Viedma não nos deixou saudades.
Como sempre abastecemos a frota antes de dormir, voltamos rápido à nossa velha conhecida RN 3, rumando para Puerto Madryn, com a promessa de conhecer a famosa Península Valdés e sua variada fauna. Nessa perna o Jacques integrou a equipe do programa de emagrecimento e já lhes digo o porque. Teste drive na Suzuki do Thiago e depois na BMW do Cattoni. Em certa parte do percurso tivemos a impressão de que o tempo estava mudando e os equilibristas resolveram se proteger e vestir as roupas de tempo. A partir daí deu-se a adesão do Jacques no, agora já conhecido, método de emagrecimento especialmente desenvolvido pela Expedição Patagônia, pois, adivinhem, não choveu e estava muito calor. A certa altura o Jacques não resistiu e parou para tirar a roupa... de chuva.
Chegando em Puerto Madryn logo após o meio dia, Cattoni, Jacques, Ivo e Minatti, aportaram num dos restaurantes localizados na avenida costanera, enquanto eu e o Thiago saímos na busca de acomodações para a noite. O problema de Viedma se repetiria.
Puerto Madryn é uma cidade balneária, localizada numa baía deslumbrante, com um mar esverdeado lindíssimo e estava cheia de turistas e veranistas. Estamos no verão e em pleno feriado de carnaval, portanto, não haviam quartos de hotel, ou em pousadas e nem casas/apartamentos para alugar. Nós visitamos pelo menos 80% dos hotéis, hosterías, e imobiliárias da cidade e nada. Resolvemos buscar auxílio numa oficina de atendimento ao turista mas, sem êxito.
Tivemos a idéia de procurar uma agência de turismo, dessas que fazem excursões, oportunidade em que o atendente, o Pancho, nos indicou um “local”, não consigo qualif**ar o que era exatamente o estabelecimento, dando a dica de que deveríamos nos apresentar como seus primos, imaginem só. Putz!! Não dava para arriscar dormir ali, nem durante o dia e voltamos ao restaurante vencidos, para transmitir a notícia aos demais membros da expedição.
Nova conferência e decidimos tentar a sorte na cidade mais próxima, Trelew, 64 km ao sul.
Deixaríamos para trás o passeio, programado para o dia seguinte, à Península Valdéz, já que ela dista aproximadamente 170 km de Puerto Madryn e somaríamos outros 64 km, fora o retorno à cidade.
Na estrada, rumando ao novo destino, o tempo muda rapidamente, aliás, característica dessa região e temos que apertar o ritmo para fugir da chuva. Foi quando o Jacques, com a moto do Cattoni, esqueceu de entrar no trevo de acesso à cidade e se mandou, enquanto os demais o viam sumir rumo ao sul. Eu e o Thiago iniciamos a perseguição ao “desgarrado”, lampejando os faróis e acionando a buzina da Toyota. Os outros motoristas não entendiam nada quando os ultrapassávamos buzinando. Como anda bem essa pick-up. Registramos a velocidade máxima de 184km/h, no gps e não conseguíamos alcançar o Jacques “Rabit” Tesch que, felizmente, notou que um veículo preto lampejava freneticamente os faróis e emitia um som conhecido, uma buzina, o que motivou o “The Flash” a parar no acostamento e receber a informação que ele estava indo para Ushuaia, sozinho. Retornamos e encontramos os três mosquiteiros indo ao nosso encalço. Chegamos à Trelew e procuramos um hotel com “cocheras” (garagem), uma decisão deveras acertada e que deverá ser seguida pelo resto da viagem e olha que ainda estávamos seguindo rumo sul. Ushuaia f**a cada dia mais perto e aumenta a nossa ansiedade.
Guardamos nosso meio de locomoção na garagem do Hotel Libertador, já recebendo as primeiras gotas de chuva, e, após estarmos abrigados, chegou a chuva com força total, novamente. Estamos testemunhando o que muitos já relataram: o tempo muda freqüente e rapidamente na patagônia.
Descarregamos a bagagem, sempre constatando o quanto viajamos pesados, para nos instalar nos apartamentos, superconfortáveis. Estranho o fato de que os hotéis, até aqui, não possuem frigobar nos apartamentos. À noite o Jacques me conta o seguinte: “Quando fui tomar banho notei que meus dedos do pé estavam roxos e fiquei preocupado. Até pensei que poderia ser um início de gangrena”. Eu fiquei preocupado e imediatamente olhei para os pés dele, sem notar nada de diferente, ao que ele emendou, já rindo: “Cara, como peguei o início da chuva, acabei molhando os bicos das botas e o couro acabou pintando as pontas dos dedos”. Boas gargalhadas no quarto 104 do Hotel Libertador.
Saímos para jantar o e Jacques e o Thiago buscaram informações num posto de combustível sobre uma churrascaria que estivesse aberta, já que estamos na segunda-feira de carnaval, também aqui na Argentina. O resultado foi uma caminhada de umas 6/7 quadras para encontrar o restaurante solenemente fechado. Na volta ao hotel, acabamos encontrando uma lanchonete aberta e resolvemos comer por ali mesmo, não sem antes acionar o alarme de uma loja vizinha. Explico: quando paramos defronte à lanchonete, o Thiago “agarrou-se” nas grades de segurança da loja e, quando decidimos f**ar por ali, ele deve ter balançado a grade e acionado o alarme, que ficou tocando uma sinfonia de tons de sirene, até que alguém responsável comparecesse ao local para desligá-lo.
Chegamos ao hotel e desligamos num bom e merecido sono.
Até amanhã!

16/02/2013
14/02/2013

Fotos 7 dia

13/02/2013

Expedição Patagonia – 2013 (Timbó Ushuaia)

3º dia – 09.02.2013 – sábado

Raiou mais um dia maravilhoso, nos mostrando como era simpática a cidade de San Miguel del Monte. Em nossa curta viagem, o café da manhã do hotel Águas del Monte beira quase o indescritível. Foi uma variedade de frutas, bolos, tortas, geléias, bolachas, brioches, chás, e... “medialunas”, uma delícia. Difícil de resistir. O Jacques, fartou-se com as medialunas e desde então fala nelas. Paixão à primeira mordida. O Thiago, sim com “th” meus amigos e peço escusas ao especial detentor do nome por tê-lo grafado errado nos dois primeiros relatos do diário de bordo, irá postar as fotos do local (San Miguel del Monte) na página do facebook, desenvolvida especialmente para os relatos da viagem. Deixamos o hotel mais pesados e tenho que dizer que o carro e as motos estavam sem combustível.
Abastecimento na saída da cidade e nossa bússola sempre apontando para o sul.
Nosso caminho era mostrado através da RN 3, iluminada por um sol generoso e temperatura em torno dos 26 graus, sem vento, mas com intenso movimento de veículos que também viajavam.
Próxima parada na cidade de Azul, onde reabastecemos as motos. E registramos que na estrada existe um parador chamado “Roma Santa”, que nos pareceu agradável e ótima dica para quem estiver cansado ou transitando pelo local e que não gostaria de dormir na cidade.
Mais alguns quilômetros em direção ao nosso destino da etapa, a cidade de Bahia Blanca e paramos novamente, desta vez para fazer um lanche nas proximidades da cidade de Adolfo González Chaves, à beira do caminho, debaixo de farta sombra dos eucaliptos.
Nesse trecho o Thiago parecia o superman. Esticava as pernas para trás, agarrado aos manetes e o Cattoni testava a trava do acelerador especialmente desenvolvida para os longos trechos retos da estrada na Patagônia Argentina. De vez em quando ficávamos olhando ele pilotando a moto sem as mãos no guidão, com os braços cruzados a mais de 130 km/h, mostrando que seu empenho valeu a pena: a trava funcionava perfeitamente bem. Para quem gosta de motocicleta e curte viajar com elas, sabe bem o quanto é confortável poder pilotá-las sem a necessidade constante de manter a manete direita “enrrolada”. É uma tranqüilidade poder contar com um profissional da qualidade do amigo Catoni em nosso grupo. Entende muito dos brinquedos com duas rodas e é excelente companheiro, sempre muito bem humorado, precisavam ver ele sentado de lado na moto, com as mãos para cima, de um lado e do outro da magrela, sempre com o “cruise control” que ele mesmo desenvolveu.
Nesse trecho da viagem, fizemos muitas fotos das bikes e do carro e quando paramos para novo abastecimento já havíamos chego à Bahia Blanca, com muito sol e uma temperatura de 37 graus. Está quente por aqui e o céu continua azul, nos lembrando que nossa espaçonave também é conhecida como “Planeta Azul”.
Hoje sentimos saudades de nossas amadas esposas, filhos, amigos e todos aqueles que compartilham de nossas vidas. O dia esteve especialmente bonito e agradável e as paisagens vão se sucedendo nas janelas da Toyota, nos enchendo os olhos. Uma vontade enorme de relatar o que é impossível às mãos, pois me falta habilidade e perco vários detalhes no caminho do cérebro/coração/braços/dedos. Vai f**ando difícil de digitar lembrando das pessoas que nos cercam e tornam a existência nesta terra muito mais agradável. Saudades.
Vamos parando com esse papo.
Decidimos, então, após demorada conferência, alongar a “perna” até a cidade de Viedma, e o céu foi, repentinamente, mudando de tonalidade, com as nuvens denunciando a aproximação da chuva. A primeira água do céu nestes três dias e o pessoal desabrigado já desembrulhou as capas, providenciando as respectivas colocações sobre os macacões.
Estamos a 46 km da cidade de Vilalonga e a 138 km antes de Viedma.
O céu, agora, está dividido em duas partes: uma grande e negra e uma pequenina, que teima ainda em f**ar azul. Não há vento. As formações das nuvens começam a preocupar, especialmente uma mais próxima que se parece com uma mão. Será a mão de Deus? Ele é presença constante e podemos sentir Sua preocupação e dedicação à nós seres humanos, com a criação maravilhosa que nos dedicou. Somos perfeitos, mas a tormenta é iminente e temos que reabastecer a frota.
Antes de chegar ao posto de combustíveis, já sentimos alguns pingos, mas são poucos e a “mão” f**a meio de lado, no nosso sentido, quando o Jacques me fala: “Raio e pedra”. Eu, imediatamente olho para o lado dele para dizer que não seremos pessimistas, mas está muito quente e a parte escura do céu está enorme e muito escura mesmo quando, uma gigantesca descarga elétrica brilha à nossa direita, na posição das duas horas. Viro a cabeça novamente para o Jacques e ele: “Não vou falar mais nada”. É bom mesmo, porque estamos chegando no posto para reabastecimento e, na ânsia de agilizar os reabastecimentos acabei tomando uma bronca do único frentista do estabelecimento. A coisa iria piorar ainda mais.
Começou a ventar forte e a “mão” apontava na nossa direção, talvez direcionando a chuva que também aumentava consideravelmente. Nós estávamos em meio a um temporal daqueles que conhecemos somente através dos relatos de outros viajantes ou de algum livro e já não podíamos f**ar abastecendo os veículos sem nos molhar, mesmo sob o teto do posto. Barulhos na armação de ferro do telhado e a situação ficou tétrica. Era muita chuva e muito, mas muito vento. Ficar ali naquele posto seria uma temeridade maior do que seguir viajando, cortando a cortina d’água que havia se formado em torno de onde estávamos. Decidimos partir. Lembram da temperatura? Agora faz 19 graus.
Lavamos as motos e nossas almas também.
Chegando à Viedma ao final da tarde, fomos ao hotel selecionado e.... lotado. Aliás a cidade estava movimentadíssima, tal qual a vizinha Carmen de Patagones. Os hotéis que visitamos estavam “completos, ho hay lugar” e nos foi indicado o hotel Peumayén, localizado no centro da cidade, a duas quadras da avenida costanera. Chegamos e como haviam três apartamentos livres, f**amos. O lugar era terrível e para que se tenha idéia, o elevador possuía uma porta sanfonada externa e uma porta pantográf**a interna. Tudo manualmente acionado e em precário estado de conservação. Os quartos não possuem frigobar e ar-condicionado, além de serem bem apertados. O banho, pelo menos, foi bom. Um detalhe merece destaque: as persianas das janelas dos apartamentos pareciam não abrir. Eram de madeira e não se via qualquer mecanismo de acionamento delas. Para piorar, o quarto do Thiago e da Cattoni, exalava um odor terrível. Cheirava mal mesmo, no bom e rudimentar português. Foi quando conhecemos um novo integrante do time: Jacques Chan Tesch que, inconformado com o fato de que não conseguíamos abrir as persianas e cheirando o quarto dos amigos, “simplesmente” enfiou o pé na persiana, o que fez com que uma das ripas se partisse, possibilitando a subia manual da parte restante da estrutura. Era necessário ventilar o quarto para tentar evitar o cheiro ruim. Foi então que, retornando ao nosso quarto, Jacques Chan descobriu o mecanismo de subida das persianas camuflado na vista direita da janela, oculto por uma espécie de porta embutida. Obviamente retornou ao quarto dos amigos para transmitir o conhecimento adquirido. Foi quando observou o Nilton McGiver Cattoni consertando a válvula da descarga do vaso sanitário. Não lhes falei das habilidades do italiano?? Até na hidráulica o homem é bom mecânico ou bom encanador, tanto faz. Após no instalarmos em nossas latas de sardinha, quero dizer, quartos, saímos para jantar num bom restaurante à beira do rio. Estava completo o time, composto por Nilton ‘McGiver’ Cattoni, Ivo ‘Tagarela’ Tiegs, Thiago ‘Kers’ Duwe, Jacques ‘Chan’ Tesch, Evandro ‘Trump’ Minatti e este que vos escreve. No próximo relato lhes conto o que ainda poderia piorar em nossa estadia.

12/02/2013

HOJE DE TRELEW A RIO GALLEGOS - 1.170 KILOMETROS, AMANHA COMPLETAMOS O DESTINO.

Endereço

Timbó, SC
89120-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:00
Terça-feira 09:00 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 12:00
Quinta-feira 09:00 - 20:00
Sexta-feira 09:00 - 12:00
Sábado 09:00 - 13:00
Domingo 00:00 - 02:00

Telefone

4733822231

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