18/10/2020
Durante a gestação, para que o bebê tenha espaço suficiente para se desenvolver, os músculos abdominais são alongados e ocorre uma separação do músculo reto abdominal, essa separação é a diástase.
Toda diástase gestacional é fisiológica, só que após o nascimento do bebê ela se torna desconfortável, principalmente esteticamente, para a mamãe.
Esse é o momento em que muitas puérperas procuram soluções como o uso da cinta modeladora ou a prática de abdominais.
Lógico que sabemos que cada caso deve ser avaliado individualmente e que cada corpo apresenta sua própria história. Mas devemos lembrar que o abdômen é formado pelos músculos reto abdominal, oblíquos internos e externos e transverso. E que esses músculos são compostos principalmente por fibras do tipo I, ou seja, eles são músculos predominantemente tônicos. O que não justifica o uso da força, se eles atuam na resistência.
O uso da cinta anula a função dos músculos abdominais e ela passa a exercer a função desses músculos no momento em que eles precisariam estar trabalhando para voltar mais rápido a sua função. Além disso, o uso da cinta pode aumentar a PIA e gerar danos ainda maiores se o uso for prolongado.
Os abdominais hipopressivos são muito indicados para a recuperação da diástase pois eles realizam um alongamento excêntrico durante a prática, o que gera uma aproximação do reto abdominal. Além de estimular a produção do colágeno e consequente regeneração do tecido. Ele também ativa músculos profundos como o transverso, deixando-o mais tonificado e com a aparência mais bonita e a cintura mais fina.
Mas vale lembrar que controlar os níveis de estresse e beber bastante água também ajudam na recuperação da diástase abdominal.