30/08/2016
AERÓBIO EM JEJUM: VALE A PENA FAZER?
Muitos defendem o aeróbico em jejum, e muitos condenam. Porém, vamos entender o que dizem os dois lados.
Quem defende a realização do aeróbico em jejum, explica que, ao acordar nossas reservas de glicogênio estarão baixas, então, se o indivíduo não se alimentar, ele logo irá utilizar a gordura como principal fonte de energia, e consequentemente, queimaríamos mais gordura. Ok. Não está errado, vamos ver o que diz o outro lado.
Já quem é contra a utilização do AEJ, afirma que a atividade realizada em jejum, gera um maior catabolismo muscular, ou seja, o corpo iria utilizar a “massa muscular” como fonte de energia, consequentemente, levando o indivíduo a uma perda de massa magra, o que sabemos que não é uma boa ideia, para quem busca o emagrecimento. Ok. Também não está errado, então vamos ver o que dizem os estudos.
Uma meta análise com 18 estudos e 199 indivíduos, mostrou que a atividade aeróbica em jejum (AEJ), quando comparada ao estado alimentado pré-exercício, foi inferior na oxidação de gordura após o término da sessão de treinamento.
Ou seja, mostram que, se o indivíduo se alimentar antes do treino, e consequentemente, treinar em uma maior intensidade, pode-se melhorar e prolongar uma maior oxidação de gorduras após a sessão de treinamento.
Então ninguém deve realizar o aeróbico em jejum? Para indivíduos que realizam suas atividades físicas normais, ou seja, não são atletas, parece não haver nenhum fundamento em realizar a atividade em jejum, e sim, se alimentar de uma forma correta, e realizar treinos de uma forma mais intensa e com frequência, pois, devemos saber que, em jejum você não terá energia suficiente para realizar um treino intenso.
Mas, quando se fala de atletas com 4, 5% de gordura, por exemplo, todo e qualquer mínimo detalhe pode fazer a diferença, e aí sim, pode ser incluído o AEJ na rotina de treinos do atleta, o que é, muito comum de se ver.
Concluindo, se você não é um atleta, e não tem um % baixíssimo de gordura corporal, o exercício em jejum, não irá apresentar resultados significativos na perda de gordura. E sim, uma rotina de exercício físico com frequência, com boa intensidade e uma dieta equilibrada.
Handerson et al. Determinants of resting lipid oxidation in response to prior bout of endurance exercise. J Appl Physio. 2013.