02/05/2024
Esta é uma homenagem a um corinthiano. O responsável pela alegria de milhões de fiéis. Quem tem menos de 20 anos já assistiu a alguns dos seus lances marcantes, mas nunca pôde acompanhá-lo ao vivo, em um domingo. Esse atleta vestia de verdade a camisa do Timão. Mostrava com orgulho a sua paixão. Era autêntico. Talvez seja por isso que ele enfrentava sem medo os seus adversários.
A sua determinação quebrou recordes até então inéditos. A cada ano, o seu talento ultrapassava novas fronteiras, transformando o nosso herói em um ídolo de outras torcidas. Mesmo mudando de uniforme, ele nunca deixou de fazer parte do bando de loucos. Afinal, só um louco mesmo para preferir uma chuva torrencial a um belo dia de sol. Só um louco para ir contra a própria equipe em nome da vitória.
Ele era assim. Nas conquistas, o soco no ar convidava a torcida a vibrar junto, uma maneira de dividir com cada um na arquibancada aquele momento único. E foi junto aos torcedores que ele sofreu a sua maior derrota. Um adversário chamado destino, que decidiu que a carreira desse corinthiano deveria encerrar-se ali, ao vivo, em um domingo. Como um gol tomado no final da partida, naquele momento, ninguém podia fazer nada para mudar aquela decisão. O louco nos deixou mais cedo do que o esperado, mesmo sabendo que ele já tinha ido muito longe.
O incrível da sua trajetória é que ele foi consagrado herói sem ter feito um gol. Tornou-se simplesmente o melhor do mundo sem pisar em um gramado. Um titular sem nunca ter sido escalado.
Senna, para nós, você sempre será um louco.