01/09/2026
Poucos sabem, mas o jiu-jítsu nunca foi tão necessário para mim quanto é atualmente.
Há mais de 12 anos pratico essa arte marcial maravilhosa. Nesse tempo, já vivi de tudo: viagens, competições, vitórias, derrotas, lutas mesmo lesionado e, principalmente, muita superação.
Mas, no último ano, precisei parar por um longo período. Nesse tempo, cheguei a ganhar 40 kg. A ansiedade foi às alturas, os pensamentos negativos apareceram e meu estado físico começou a me afetar de uma forma que eu nunca tinha vivido antes. Vieram o mal-estar, a sensação de falta de ar, a palpitação forte no peito e aquela sensação horrível de que algo não estava bem.
E é aí que entra o jiu-jítsu.
O jiu-jítsu é o meu ponto de equilíbrio.
Quando os pensamentos ruins aparecem, quando a ansiedade aperta e meu corpo começa a reagir, eu me lembro de algo muito simples: poucas horas antes, eu estava no tatame.
Eu estava ali, colocando meu físico à prova. Meus irmãos de treino estavam me colocando em situações de pressão, e eu estava tentando sair delas. Às vezes conseguia, às vezes não. Mas eu sempre dava o meu máximo.
Eu lembro também que, pouco tempo antes, eu estava tentando pressionar ao máximo meus companheiros de treino. Eu me cansei. Usei minhas forças, minha técnica e tudo o que eu tinha naquele momento.
E nada de ruim aconteceu comigo no tatame.
Então eu paro.
Respiro.
E lembro que, poucas horas antes, meu corpo já tinha sido colocado à prova. Eu estava cansado, ofegante, sob pressão, usando minhas forças ao máximo… e estava tudo bem.
Essa lembrança me traz de volta para a realidade.
Por isso, hoje, o jiu-jítsu é importante para mim como nunca foi antes.
Eu amo essa arte marcial. Amo o jiu-jítsu porque, para mim, ele é muito mais do que um esporte.
É disciplina. É superação. É equilíbrio. É uma forma de lembrar que eu sou capaz de enfrentar a pressão, cair, respirar, me recompor e continuar.
O jiu-jítsu é um dos motivos que me ajudam a permanecer são, vivo e forte.
🥋 OSS.