20/05/2026
Em 1981, nascia uma história cercada de vozes, lembranças e afetos. Meus avós sempre estiveram vivos nas histórias que ouvi, e meus familiares de Bariri e Urupês nunca foram distantes; existia um laço invisível que nos mantinha próximos. Eu era uma criança agitada, inquieta diante da vida. Nunca me senti inseguro, mas parecia faltar algo… algo que talvez eu ainda procure hoje.
Partes da minha história se apagaram da minha memória. Mas há beleza nisso: saber que alguém guarda por nós aquilo que o tempo levou. Vivi dores silenciosas, despedidas difíceis e perdas. Ainda não sei lidar completamente com o luto, mas quem amamos profundamente nunca desaparece. Essas pessoas continuam vivendo em mim: nos meus gestos, palavras e no meu DNA.
“Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.”
Sigmund Freud
Hoje, dia 20 de Maio, completo 45 anos. Olho para trás com serenidade. Não construí riquezas materiais, mas sim uma vida verdadeira, sustentada pelo meu trabalho, pelo amor e pela liberdade de ser quem sou. Foram anos de mudanças, dores e reconstruções.
Diante do próximo passo, escolho o futuro com coragem. Enquanto houver vida pulsando, quero pedalar com o vento no rosto, remar em busca de equilíbrio, correr para me sentir vivo, treinar meu corpo e mente, rir com amigos e me realizar na minha missão como personal trainer e terapeuta psicanalista, cuidando da saúde física e mental de quem confia em mim.
No fim, o que importa é como escolhemos viver cada pedaço da nossa história. E, no silêncio de tudo isso, existe uma criança que ainda mora dentro de mim.