20/05/2026
OBESIDADE É UMA DOENÇA CRÔNICA E O TRATAMENTO É CONTÍNUO.
📚 → Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no BMJ, conduzida pela Universidade de Oxford, analisou 37 estudos com mais de 9.300 adultos que utilizaram medicamentos para manejo do peso (incluindo semaglutida e tirzepatida) e avaliaram o que ocorre após a interrupção do tratamento.
* Os resultados mostram que, após a suspensão dos fármacos, o reganho de peso é rápido e consistente. Em média, o peso voltou a aumentar 0,4 kg por mês. Para os agonistas de GLP-1 mais recentes, como semaglutida e tirzepatida, o reganho foi ainda maior, cerca de 0,8 kg por mês, com projeção de retorno ao peso basal em aproximadamente 18 meses.
Quando comparado a programas comportamentais (dieta e exercício), o reganho após interromper medicamentos foi significativamente mais rápido, independentemente da quantidade de peso inicialmente perdida. Além disso, marcadores cardiometabólicos que melhoram durante o tratamento, como HbA1c, glicemia, pressão arterial e perfil lipídico - tendem a retornar aos níveis basais em cerca de 1,4 ano após a suspensão.
O estudo reforça que isso não representa falha dos medicamentos, mas sim a natureza crônica e recidivante da obesidade.
O uso de fármacos sem estratégia de longo prazo aumenta o risco de recuperação ponderal e metabólica. /
A mensagem é clara: prescrever não é suficiente. É necessário domínio técnico, planejamento longitudinal e condução.