05/05/2018
Querid@s Aikidōka’s, mais relatórios de aulas no Enshinkan Dōjō—desta feita, das aulas de um de meus favoritos, Sensei Morikawa (森川) :
terça-feira, 7:00–8:30 ; 10:00–11:30
15 fevereiro 2018
técnicas trabalhadas :
1. munatsuki koteoroshi
2. munatsuki ikkyo hantai tenkan
3. munatsuki koteoroshi hantai tenkan
4. yokomenuchi kokyunage
5. yokomenuchi irimi
nesta aula, como sempre, ou quase sempre, contrastou-se a forma errada com a forma correta, terminando-se a execução sempre com a forma correta.
aquecimento
os pés movem-se livremente quando o corpo desce, sem intencionalidade senão a do itten (“ponto um”) ; nas flexões abdominais para frente, com as pernas juntas, os pés movem-se naturalmente para fora ; nas flexões com as pernas separadas, movem-se naturalmente para dentro.
nas flexões para frente, os braços partem da linha dos ombros, esticados para frente, paralelos ao chão ; nas flexões laterais, a mão do lado para o qual se inclina o tronco segura o pé correspondente, enquanto a outra mão parte da mesma posição da qual partia nas flexões para frente.
na flexão para trás, em seiza, estica-se os braços, com o tronco, ao máximo para trás, alternando torções para os lados e alongamentos na linha do tronco ; a cada torção ou distorção, estica-se ao máximo o corpo, inclusive levando os joelhos em direção ao chão.
rolamento
o ushiro ukemi simples, balançando o corpo para frente e para trás, é feito com as pernas medianamente esticadas, ao se balançar para trás, porém juntas uma a outra ; a cabeça, no movimento para trás, jamais toca no chão ; o pé da frente, ao tocar o chão, não está nem demasiadamente próximo nem muito distante da virilha, sob o risco de bloquear o movimento do corpo quando este se ergue do chão ; o pé de trás, ao contrário, está bem próximo à virilha ; o corpo, ao se levantar, dirige-se para frente, não para cima, como se quisesse começar a caminhar, dando, a si mesmo, maior estabilidade.
o mae ukemi é feito com os punhos fechados ou semifechados, para dentro, *em silêncio* ; o joelho da perna de trás se aproxima, ou mesmo encosta, no chão, de modo a diminuir o ruído da queda ; a cabeça jamais encosta no chão ; as costas perfazem uma diagonal no chão, de uma escápula à lombar oposta (a escápula corresponde ao lado do braço que está à frente, sendo este o primeiro a encostar no chão) ; deve-se rolar como uma “bola” rente ao chão, como no boliche, não como a bola de futebol que quica no chão, nem como um “cubo”, com arestas e quinas que tornam o rolamento descontínuo.
desenvolvimento de ki
teste de ki no ombro, braço, antebraço e mão, para baixo ; orenai te (“braço indobrável”) ; o punho do examinando abre e fecha : o examinador testa o braço de examinando com o punho fechado, como que a desferir um tsuki, depois o testa com o punho aberto, atentando para a diferença.
o mesmo princípio do orenai te aplica-se ao braço que move uke, em seiza, como que o cortando com a “faca” da mão ; o movimento é de condução, não de conflito, como uma onda d’água que move uma pedra a fazendo rolar sobre si mesma ; o movimento de corte com a “faca” da mão é feito no ombro de uke, projetando-o para trás, bem como na nuca, para frente, conduzindo-o para trás e para frente.
munatsuki koteoroshi
uke aproxima-se velozmente de nage ; quando há conexão, pára ao chegar à distância (maai) correta ; se não há conexão, uke aproxima-se de nage demais.
três formas de tsuki :
a. soco curto demais ;
b. longo demais ; e
c. na distância correta, apenas o suficiente para “atravessar” nage.
uke desfere tsuki conectando-se com nage ; nage aplica teste de ki ao punho de uke ; quando não há conexão, é como se o punho desferisse o soco sozinho, deixando o corpo instável ; quando há, o braço pode se mover, mas o corpo permanece ancorado em seu eixo.
nage reage ao tsuki de uke com irimi ; é necessário manter a conexão com uke como um todo, não apenas com seu punho ou seu braço.
nage chega com a mão até o punho de uke, sem agarrá-lo imediatamente ; a “faca” de sua mão (os dedos mínimos) escorregam, desde o ombro de uke, por seu braço, enquanto nage mantém a conexão com uke continuamente.
ao fazer tenkan, nage não conduz uke a outra direção que não à do punho deste ; o movimento é para sua frente, uma vez que uke e nage estão em paralelo, na mesma direção do tsuki.
ao fazer koteoroshi, nage move o punho de uke para baixo, na direção do eixo corporal de uke.
munatsuki ikkyo hantai tenkan
hantai tenkan segue o movimento de zenshin koshin, nage simultâneo a uke, seguindo a direção de seu tsuki.
o corpo de nage gira com o braço de uke para trás, para cima e para frente, em direção ao próprio corpo de uke ; se girar em outra direção, perde-se a conexão.
munatsuki koteoroshi hantai tenkan
esse waza exige de uke um ukemi na direção à qual aponta nage ; nage precisa projetar uke na direção à qual seu próprio corpo aponta.
yokomenuchi kokyunage
com dois tanto’s, nage repete os mesmos movimentos de “corte” que fez com a mão, nos exercícios de desenvolvimento de ki, desta feita simultaneamente, conduzindo uke ao chão quando este o ataca com yokomenuchi ; o movimento de nage visa o corpo de uke, não o braço que o ataca, dando direção aos tanto’s, para conduzir a uke com estes.
repete-se o mesmo movimento sem os tanto’s, dando forma final ao waza.
yokomenuchi irimi
o erro comum neste waza consiste em nage “trombar” com uke, desconectando-se do ataque ; o correto é nage manter o foco no corpo de uke, abaixando-se e levantando-se em sua direção, como que fazendo uma onda.
quinta-feira, 10:00-12:30
22 fevereiro 2018
técnica trabalhada :
1. katadori ikkyo
Morikawa Sensei começou a aula com o que parece, cada vez mais, ser o padrão pedagógico do Shinshintōitsu Aikidō : com os princípios de ki, demonstrados em te**es os mais gerais, para fundamentar as aplicações posteriores as mais específ**as ; com a demonstração do ki como realidade objetiva, física, embora diretamente dependente da subjetividade, da psicologia.
hoje, tive o privilégio de ter como parceiro de treino a Nomura Sensei (na foto, à minha esquerda ; à direita, Morikawa Sensei) :
o treino começou com te**es de ki simples, em pé ; demonstrou-se que é possível relaxar mesmo mediante a pressão do examinador, conquanto o examinando mantenha seu itten (“ponto um”) livre, mantendo-se, por conseguinte, calmo ; que o braço e o ombro do examinando são resilientes ao movimento que lhes é impingido, sem que o corpo perca sua estabilidade.
o itten do examinando deve responder à interação imposta pelo examinador como um espelho d’água calma reflete o movimento das nuvens do céu, ou a ação do vento ; a resposta do corpo deve ser exatamente proporcional à intensidade do estímulo ; se o examinador impinge força em grau 1, a resposta do examinando deve ser em grau mínimo ; se impinge força em grau 50, a resposta será cinquenta vezes maior ; se for força em grau 100, será cem vezes maior, etc. ; a resposta não deve adicionar nada mais ao estímulo que a desencadeia.
com o examinando em orenai te (“braço indobrável”), com essa calma, o examinador tenta dobrar seu braço, em vão ; tenta empurrá-lo e puxá-lo, sem sucesso ; entretanto, quando puxa delicadamente pela pele da mão no sentido da ponta de seus dedos, deslocando o braço de seu eixo, no ombro, o examinador ativa a conexão com o itten do examinando, movendo seu braço facilmente ; este foi o princípio mais importante a ser observado nesta aula, na execução do kumi waza em questão, katadori ikkyo.
katadori ikkyo, como qualquer kumi waza (“técnica a dois”), começa com o reconhecimento mútuo de uke e nage, a dita “extensão de ki” ; é como se um sentisse a vibração do outro (pulsação do sangue, respiração, ondas cerebrais), a ponto de nage perceber, a partir da observação do todo, o início do movimento de uke ; o ritmo de uke e nage passa a ser um só, como um par de dançarinos ou um duo musical.
nage recebe a pegada de uke, em seu próprio ombro, em movimento simultâneo ao de uke ; entretanto seu corpo não recua, porquanto seu ki continua projetando em direção a uke ; o movimento de interceptação da mão de uke é para baixo ; o recuo com o pé de nage, ao mesmo lado do ombro que uke tenta segurar (o katadori é em giako hanmi), ocorre depois que nage segura na mão de uke e começa a conduzi-lo, simultaneamente com mão, pé e corpo, utilizando o mesmo princípio de extensão de ki testado em orenai te (condução com um leve toque na pele, na direção da ponta dos dedos da mão que ataca em katadori) ; mesmo quando nage não intercepta uke antes que este segure o kimono daquele, nage desvencilha-se de uke com um movimento de itten, levando as mãos de ambos na direção deste (para baixo).
o movimento de nage com a mão de uke, após o recuo de seu próprio corpo, conduzindo-a para baixo, ocorre primeiro no sentido dos dedos da mão de uke, a que tentou lhe agarrar ; depois, ocorre na direção de uke, em irimi ; o braço de nage é indobrável, para cima, segurando a mão de uke, ao passo que nage avança para cima de uke.
Morikawa Sensei interrompeu o kumi waza, neste momento, para explicar a importância da reação postural de uke ao avanço de nage, conforme se acabou de exercitar ; são feitos te**es de ki no corpo do examinando, primeiro em pé, tão somente ; depois com o braço levantado ; em ambos os casos, o examinando manterá a estabilidade do corpo, caso mantenha a calma no itten e a conexão deste com o resto do corpo ; entretanto, quando o examinando vira a mão (como ocorre, ao receber um ikkyo), sem mudar o kamae, perde a estabilidade ; para recuperá-la, precisa recuar com o pé do lado oposto à mão que virou (assumindo um kamae amplo, em hai hanmi, em ikkyo) ; este movimento, em ikkyo, irá resultar na torção de quadril de uke, em ikkyo, colocando-o na mesma direção que nage.
ao avançar em direção a uke, torcendo seus dedos e, por conseguinte, sua mão e seu braço, nage levanta o braço da mão que o segura ; entretanto o outro braço permanece ao longo do corpo ; é apenas quando nage leva a mão que segura uke para baixo, com um movimento vigoroso, que irá usar a outra mão para segurar o cotovelo do mesmo braço de uke.
ao torcer os dedos de uke (e, daí, sua mão, seu braço e todo seu corpo), nage aponta-os para a direção em que irá caminhar, à sua frente ; ao levar uke ao chão, apontará seus dedos para sua cabeça, fazendo um “curto circuito de ki”.
Morikawa Sensei terminou a aula fazendo os alunos repetirem todo o kumi waza dez vezes, a cada lado ; foi uma instrução impecável, pois permitiu a análise da razão de ser de cada movimento do waza, para concluir com a posterior síntese e fixação da repetição.
terça-feira
10:00–11:30*
1º março 2018
*faltei à aula das 7:00, pois, embora acordasse a tempo, estava “chovendo canivetes”, de manhã cedo. O Enshinkan Dojo f**a a vinte minutos… de bicicleta, de minha casa. Demais, hoje é dia de aulas ininterruptas até às nove da noite. Essa primeira aula de hoje, para mim, das 10:00 às 11:30, foi sonolenta ; mas minhas roupas estão secas e o estômago resistirá à fome até amanhã. É bom lembrar, também, que, assim como eu, Nomura Sensei faltou à aula mais cedo da manhã. Só às dez poderia ter, como de fato tive, o privilégio de tê-lo como tradutor, senpai e companheiro de treino.
o aspecto mais importante da aula de Morikawa Sensei, hoje, foi as diferenças posturais necessárias, sobretudo da posição do braço em relação ao tronco, conforme se muda a direção da palma da mão em relação ao eixo do corpo (e ao chão).
a maior parte dos princípios visaram à composição de ushirodori kokyunage (zenponage), gradualmente.
técnicas (waza) trabalhadas :
1. ushirodori kokyunage (zenponage)
2. katatedori ryotemochi tenkan kokyunage (enundo)
começou-se a aula com os te**es padrão de ki em pé, com o examinador aplicando seu peso com as duas mãos sobre os ombros do examinando e puxando-lhes as mãos, alternadamente, de cada lado ; mais importante do que a reação ou ausência de reação no corpo do examinando, era a impassibilidade de seu rosto ; o rosto denuncia sua capacidade ou incapacidade de transferir a tensão sobre o ombro, o braço, o antebraço e a mão para sua cintura e para seus pés.
o teste seguinte foi com a pressão para baixo imposta pelo examinador, com as duas mãos sobre a cintura do examinando ; este só consegue resistir à pressão, flexionando e esticando as pernas em um movimento vertical do quadril, enquanto é capaz de manter seu peso na parte anterior da planta dos pés ; quando o peso cai para os calcanhares, a tendência é de queda do examinando.
o mesmo teste anteriormente feito sobre as mãos do examinando, com seus braços ao longo do corpo, foi feito com pressão do examinador em direção a seus ombros, para cima ; depois, fez-se o mesmo teste com os braços do examinando paralelos ao chão, na horizontal (à maneira do “Cristo Redentor”) ; seus braços precisam formar um arco contínuo, ao longo dos ombros e das costas, para resistir à pressão do examinador.
ademais, a tensão nos braços do examinando leva-o, mediante a pressão do examinador, a levantar os ombros, perdendo a conexão entre esses braços e seu corpo ; a postura do examinando deve manter o peito alto, ligeiramente para fora : os ombros relaxados, ligeiramente caídos ; o queixo para dentro, a coroa da cabeça para cima ; a barriga ligeiramente para dentro, a coluna lombar expandida ; a atenção e a intenção da mente, concentrada entre o terceiro olho, o plexo solar e o itten (“ponto um”) para frente… como em posição de zazen.
a experiência mais interessante da aula foi feita enquanto o examinando girava a palma da mão, submetendo-se ao teste de extensão de ki a cada posição ; com a palma para baixo, conseguia resistir a pressões com os braços relativamente abertos ; com a palma perpendicular ao chão, precisava fechá-los um pouco, no ângulo que faziam com o tronco ; com a palma para cima, precisava fechá-los ainda mais.
o examinador percebe claramente, só de olhar, antes mesmo de colocar pressão no braço do examinando, se este resistirá ao teste ; é uma questão física, do examinando conseguir alinhar o vetor de força que o examinador impinge a seu corpo mediante pressão em seu braço ou não, conforme esse braço se alinha com e transmite a resistência ao corpo ou não, conforme mantém o ângulo com o tronco e o perfil arqueado com outro braço ou não.
Morikawa Sensei ressaltou a necessidade de manter a extensão de ki e a consequente estabilidade de braços e de corpo em udefuri choyaku ; uma forma de testá-lo é parar o movimento no meio do giro do corpo, antes de completar os 360° ; verif**ando se os braços, esticados, mantêm a mesma extensão de ki, mantendo o ângulo justo com o corpo de modo a perfazer o sobredito arco, ao longo de ombros e costas.
o mesmo vale para o movimento de ushirodori, em forma de hitori waza (“técnica individual”) ; há uma tendência ao braço de trás de nage se posicionar por demais atrás do ombro correspondente, na tentativa de projetar o uke imaginário, tornando o corpo instável ; é preciso que os dois braços perfaçam o arco único que permite sua conexão com o resto do corpo.
o movimento de udemawashi (hitori) waza, em sua verticalidade, também requer do braço que este assuma um ângulo correto em relação ao tronco ; especial atenção é devida a evitar a abertura excessiva do braço, que provoca instabilidade.
para completar o ushirodori, em kumi waza, há dois requisitos :
1. em primeiro lugar, exercita-se o movimento dos próprios braços do uke, a abraçar nage por cima dos braços destes, por trás, com nage “riscando um fósforo” na parte interna dos braços de uke (inicialmente, testara-se o movimento com uke e nage frente a frente, este “riscando” a parte interna do braço e do antebraço daquele com a “faca” de seus próprios dedos mínimos, conduzindo-o, em consequência ; depois, testa-se o mesmo movimento não conflituoso com a parte externa dos braços de nage na parte interna dos braços de uke, que o abraça) ;
2. em segundo lugar, nage dá um passo grande para frente, mas sem arrastar uke (o que o levaria dar um passo com a mesma perna, bloqueando o movimento) ; inclinando-se para frente, nage “dispara”, ou desencadeia o movimento de uke, “despejando-o”, ou projetando-o como se fosse um trampolim, ou a plataforma de lançamento de um míssil, com o mesmo movimento suave de “riscar o fósforo” descrito acima.
para completar, com o kumi waza de ryotemochi kokyunage (enundo), que é consequência do hitori waza de udemawashi, nage procura, mais uma vez, o ângulo correto para girar seu braço verticalmente, sem entrar em conflito com uke : para tal, precisa relaxar completamente e concentrar-se, como quem procura enfiar uma linha fina no buraco estreito de uma agulha.
classe regular
sábado, 15:15–16:45
3 março 2018
técnicas trabalhadas :
1. munatsuki koteoroshi
2. yokomenuchi shihonage
3. yokomenuchi makikomi
4. yokomenuchi hachinoji
5. katatedori ryotemochi kokyunage enundo
6. ushirotekubidori kubijime sankyo
as duas primeiras técnicas, primeiramente, foram trabalhadas sob a perspectiva do uke ; há três formas de cair, conforme a projeção que nage imprime à técnica :
a. a vertical, para baixo ;
b. a horizontal curta, torcendo o braço de uke para fora (em koteoroshi) ou projetando-o para frente (em shihonage) ; e
c. a horizontal longa (projeção ao longe, nageppanashi).
nos dois primeiros casos, uke cai em ushiro ukemi, para trás ; no terceiro, uke cai em zenpo ukemi (ou tobi ukemi, quando dá salto mortal), para frente.
uke deve sempre prestar atenção no corpo de nage, acompanhando o ritmo de sua movimentação, sob pena de, caso não caia para onde nage o projeta, machucar a articulação do cotovelo.
praticou-se as duas primeiras técnicas alternadamente, para se desenvolver a sensibilidade de uke ao tipo de queda necessária, conforme a amplitude e direção da projeção.
yokomenuchi makikomi, como o nome diz, é um “rolo” que nage faz de uke ; é uma variante de yokomenuchi hachinoji ; no segundo waza, depois de estender o ki de uke com os braços a preparar um udefuri choyaku, nage faz um kokyunage, projetando uke para baixo, para cima e para baixo novamente, conforme este segura sua mão ; no primeiro waza, o movimento de nage com uke é todo para baixo : depois de estender o ki de nage, conforme descrito, nage avança um passo como quem vai fazer shihonage irimi ; em seguida, faz um kokyunage curto, avançando em direção de uke (mas nem contra uke, nem em direção estranha a ele) ; e, segurando seu pescoço com a mão livre (que faz o papel de eixo de um círculo), gira uke consigo, com a mão que está segura ; o efeito é o da água de uma pia escorrendo pelo ralo, ou de uma verruma no chão.
a mesma variação entre movimento amplo e curto, o segundo envolvendo uke em uma espiral mais potente, está presente em duas formas de executar katatedori ryotemochi kokyunage enundo ; as duas variantes foram praticadas alternadamente, assim como se praticara yokomenuchi makikomi e yokomenuchi hachinoji de maneira alternada, a fim de comparar a mesma natureza da diferença (grau de amplitude do movimento) nos dois waza.
por fim, praticamos três formas de sankyo no ushirotekubidori kubijime, sem completar a técnica ; o objetivo foi avaliar o uke, mais uma vez, mais do que o nage, observando a eficácia do estrangulamento ; nos três casos, uke coloca-se mais para o lado da mão que segura o pulso de nage, para evitar tomar uma cabeçada para trás de nage ; para evitar tomar uma cotovelada, estica o braço de uke, o que está segurando, em direção ao centro do corpo deste.
1. no primeiro caso, uke consegue estrangular nage e puxa-o para baixo ; para tal, é preciso esticar bem seu braço pelo pulso, de modo a criar a tensão nesse braço, que o estrangula.
2. no segundo caso, nage consegue abaixar a cabeça antes que uke o estrangule, protegendo o pescoço com o queixo ; mas a quebra do fluxo de ki para sua cabeça torna-o ainda mais vulnerável a que nage o derrube para trás (conquanto estique seu braço, da mesma forma em que o fez no caso anterior).
3. no terceiro caso, nage é rápido o suficiente para sair para o lado em que uke segura seu pulso e segurar-lhe a mão em um sankyo.
os três casos de ushirotekubidori kubijime trabalhados, pois, expõem um gradiente de rapidez com que nage consegue reagir ao ataque de uke, assim como as contrarreações disponíveis para uke em cada caso (não muitas, no terceiro caso…).