14/08/2026
Em semana de clássico do ABC, vamos relembrar mais uma decisão histórica entre os times.
Em 2016, ambos estavam disputando a Série A2 do Paulistão. Na primeira fase, o São Caetano liderou de ponta a ponta, destacando-se como o grande favorito ao acesso, junto com o Bragantino.
Já o Santo André, entre polêmicas por atraso de salários, chegou a estar virtualmente eliminado e só conseguiu a classificação graças a uma surpreendente vitória como visitante contra o Velo Clube, seguida por um empate em casa contra o rebaixado Paulista de Jundiaí.
Classificado em primeiro lugar, com 39 pontos, o São Caetano enfrentaria nas quartas de final o azarão Santo André, que somou apenas 29 pontos.
No jogo de ida, no Brunão, houve muita confusão. Logo aos 16 min do primeiro tempo, ocorreu uma expulsão de cada lado após troca de socos durante uma briga generalizada.
Com a bola rolando, o Ramalhão começou melhor e abriu o placar aos 32 min, com gol de Branquinho. Porém, ainda no primeiro tempo, os vizinhos chegaram ao empate com um gol de pênalti aos 5 min de acréscimo.
Coube ao xodó da torcida, Guilherme Garré, a missão de dar a vitória ao Santo André com um chute inacreditável de fora da área, que entrou no ângulo, sem chance para o goleiro.
Vitória do Ramalhão e vantagem para o jogo de volta.
Na semana seguinte, muitos duvidavam que o Santo André conseguiria repetir a grande atuação e parar os favoritos. Mas, com quase 500 pessoas, a torcida andreense invadiu o Anacleto e empurrou o time à classificação.
Em um jogo estratégico, o time de Toninho Cecílio armou uma verdadeira arapuca para o São Caetano. Com uma defesa extremamente bem postada, entregou a posse de bola ao adversário, que não soube criar grandes chances de gol.
0 a 0 e mais uma festa dos vizinhos estragada pelo Santo André.
Muitos davam a derrota como certa, mas, em um pacto entre time e torcida, o Santo André usou o clássico como combustível para buscar não só o acesso, mas o título de campeão.