18/09/2020
https://youtu.be/N0Izy1a5s-A
Um problema bastante comum e que, frequentemente, causa dores nas costas é o desvio postural.
Esse desalinhamento pode ocorrer em diferentes vértebras e normalmente acontece quando os músculos estabilizadores de tronco estão enfraquecidos e adotamos posturas inadequadas em atividades triviais do dia-a-dia como, por exemplo, trabalhar em frente ao computador, mexer no celular ou até mesmo quando estamos sentados durante as refeições.
A hipercifose é o desvio que acomete a região torácica e é caracterizada quando as vértebras atingem ângulos acima de 40-45 graus.
Ela pode ser multifatorial e as causas podem variar desde fraqueza muscular generalizada ou traumas até doenças neuromusculares ou inflamatórias.
Concomitantemente à hipercifose torácica, é comum ocorrer a anteriorização da cabeça e dos ombros, e essas mudanças prejudicam a distribuição de forças e facilita o surgimento de hérnias discais e outras patologias da cintura escapular e ombros.
Uma das formas mais eficientes e menos invasivas de se tratar essa alteração é a prática de exercícios físicos.
Muitos terapeutas, quando estão elaborando o programa de intervenção, baseiam-se na teoria de Kendall F. Peterson, que consiste em alongar músculos encurtados e fortalecer músculos enfraquecidos da área alvo. Porém, estudos mais recentes têm demonstrado também que uma abordagem mais global de exercícios pode trazer resultados ainda mais expressivos.
Seid et al. (2014) investigaram duas abordagens diferentes: um programa de exercícios "isolados” (como os propostos por Kendall) e outro programa de exercícios “globais”.
Eles avaliaram os ângulos da anteriorização da cabeça, da anteriorização dos ombros e da hipercifose torácica de 56 adultos jovens. Após 3 meses (36 sessões), observaram que o grupo que realizou o programa de exercícios “globais” (n= 18) obteve melhores resultados nos três parâmetros avaliados do que aquele que fez os exercícios “isolados” (n=.19) e do que o grupo controle que não realizou nenhum dos dois protocolos (n=19).
Essa diferença nos resultados pode ser explicada pelo fato dos exercícios globais serem dinâmicos e abrangerem mais de um grupo muscular e articulação simultaneamente. Essa ativação em cadeia (cervical + escápulas + ombros + torácica) distribui melhor as cargas e posterga a fadiga, além de atuar de forma mais funcional e específica às atividades realizadas diariamente.
Outro ponto importante é a postura durante a realização desses exercícios, por isso o papel do terapeuta é fundamental no desenvolvimento da propriocepção e da consciência corporal, ajudando o paciente a entender como e quando fazê-los.
Nos vídeos desse post demonstramos os exercícios propostos pelo grupo do pesquisador Seid e que podem ser acrescentados em um programa de treinamento.
Em caso de dúvidas, consulte-se com um educador físico ou fisioterapeuta.
Um problema bastante comum e que, frequentemente, causa dores nas costas é o desvio postural. Esse desalinhamento pode ocorrer em diferentes vértebras e norm...