18/12/2018
O reconhecimento é um elemento muito importante na gestão humanizada e construtiva das relações interpessoais. E não só na dinâmica familiar, mas no mundo do trabalho também. Estudos recentes na área de Psicologia do trabalho demonstram claramente que salário não é necessariamente a principal fonte de insatisfação dentro de muitas empresas. Transcendendo a busca por um retorno financeiro justo em relação ao seu trabalho, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas dentro das organizações. A demanda mais significativa é o sentimento de pertencimento.
Colaboradores produtivos e proativos, não se sentem apenas mais uma peça da engrenagem, num anonimato e invisibilidade que os transformam em objetos. Ao contrário, sentem-se relevantes para a instituição e com contribuições que são fundamentais e mapeadas pelos gestores. Anonimato é o veneno da motivação! Reconhecimento, por seu turno, é o combustível para a qualidade de desempenho.
O maior ativo das organizações são as pessoas com seus talentos, experiências e competências. Essa visão precisa ser demonstrada em termos práticos. Lealdade é reciprocidade. Motivação depende de estimulo. Reconhecimento é um grande estímulo. Se o colaborador não percebe lealdade quando apresenta dedicação, ele se desmotiva e passa a atuar no “piloto automático”. E isso não é vinculado a salário, porque sempre vão querer que ele seja superior. A demanda das pessoas é que seja evidente que a organização investe em seus recursos mais importantes “as pessoas” e não as colocam apenas como um “peão de xadrez dentro do tabuleiro”. Um estilo de gestão moderno promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem e acreditem que as instituições se interessam por elas e investem nelas; e não somente as usam. Os empregados precisam perceber que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido materialista do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.