21/10/2022
Sonic, o porco-espinho azul mais famoso do mundo, se junta com os seus amigos para derrotar o terrível Doutor Eggman, um cientista louco que planeja dominar o mundo, e o Doutor Robotnik, responsável por aprisionar animais inocentes em robôs.
A trajetória do Sonic até as telonas apresentou uma rapidez semelhante a que o mascote exibe nos games criados pela produtora japonesa Sega desde 1991. Da divulgação do primeiro trailer ao linchamento nas redes sociais até o mea culpa do diretor, passaram-se apenas dois dias. Para quem não se lembra, o primeiro teaser, revelado em abril de 2019, causou reações inflamadas a respeito da medonha aparência do protagonista digital, um ouriço antropomórfico com bizarros dentes humanos, pelagem exagerada e inconvenientes pernas de atleta.
O diretor Jeff Fowler colocou a cara para bater, a Paramount abriu a carteira para fazer refações e a data de estreia foi remarcada. Um novo trailer, seis meses depois, enfim deixou os fãs satisfeitos. A mudança de design foi tão brutal, e para melhor, que deixou muitos com a pulga atrás da orelha: teria sido esse embaraço público de reformulação uma jogada de marketing das mais arriscadas? Se foi o caso (e não deve ter sido), até que funcionou.
Como uma obra audiovisual baseada em videogames, Sonic - O Filme até consegue ser algo bem acima da média. A base de comparação próxima é Detetive Pikachu (2019), que talvez tivesse mais contexto, ferramentas e recursos para contar sua história. A jornada original do Sonic, por sua vez, não oferece lá muita profundidade, então é preciso aplaudir a trama desenrolada no filme – ainda que ela não seja exatamente original, calcada no batido clichê da "dupla improvável que aprende a conviver". A dupla, no caso, é formada por Sonic (dublado por Ben Schwartz), uma criatura com energia infinita vinda de um universo distante, e Tom Wachoswski (James Mardsen), um xerife bem-intencionado de uma cidadezinha pacata no meio do nada.
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