14/06/2025
Meu cabelo já teve muitas versões. Alisado, com tranças, curto… cada fase refletia algo que eu vivia, sentia ou precisava.
Hoje, estou em transição capilar.l pela segunda vez. Não porque alisar seja um problema (eu posso voltar a alisar se eu quiser), mas porque agora eu escolho conhecer e cuidar do que é meu por essência.
Transitar é político. Num país marcado pelo racismo estrutural, assumir o cabelo natural é, sim, um ato de resistência. Mas é também um ato de amor — amor por mim, pela minha história, pela minha ancestralidade. Venho construindo esse amor ao longo dos anos!
Cuidar do cabelo natural não é fácil. É aprender texturas, ter tempo, entender o tempo dele, lidar com críticas, reaprender a se ver no espelho. É descontruir estigmas que disseram por anos que o bonito era o liso, o controlado, o domado, o manso.
Mas cada cacho que nasce livre me lembra: eu sou potência, sou raiz, sou mulher preta, e eu decido a minha beleza.
Seja alisado, natural, trançado ou raspado: meu cabelo, minha história, minhas escolhas, minha essência.
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