31/08/2026
NOSSO IDIOMA
com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert
Em abril deste ano, no programa da TV Cultura, Roda Viva, o entrevistado foi Daniel Munduruku, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos. É autor de mais de 70 livros e tornou-se recentemente o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras em seus 116 anos de história. Nascido em Belém, no Pará, pertence ao povo Munduruku (etnia originária da bacia do rio Tapajós, na Amazônia). O que gostaria de compartilhar desta entrevista com você, leitor(a), é a distinção que Munduruku faz do sentido dos termos “índio” e “indígena”. Por que “índio” não é mais uma palavra adequada para se referir a esse povo? Segundo ele: “índio” apaga a diversidade de línguas e culturas, padroniza os povos originários e reproduz estereótipos históricos. Já “indígena” significa "aquele que tem uma origem", "aquele que é da terra”. Em resumo, Munduruku declara: "O correto é sempre chamar o indígena pelo nome. Eu sou Munduruku, mas sou indígena de origem. Índio é uma palavra vazia de significado, indígena é uma palavra cheia de significado. [...] A palavra índio, portanto, é uma negação, ela nos nega; a palavra indígena, ela nos afirma."
Acesse nosso site:
🌐 https://academiasaltensedeletras.com.br
Siga-nos nas Redes Sociais:
🚀🚀🚀