Academia Saltense de Letras

Academia Saltense de Letras A ASLe tem por objetivo a pesquisa, o estudo e a divulgação das letras, das artes e da cultura, em

A Academia Saltense de Letras possui o número máximo de 40 Cadeiras. Seus quadros estão praticamente preenchidos em sua totalidade. Os membros eleitos pela Assembléia Geral do silogeu, após análise do Comitê de Ética Acadêmica, são vitalícios, nos moldes regimentais das mais antigas academias.Dentre seus objetivos, o sodalício preconiza a valorização do idioma pátrio, o amor à poesia, o apoio às obras literárias, o desenvolvimento cultural da comunidade e o culto ao belo!

NOSSO IDIOMAcom Ana Carolina L. Agnolini WiggertEm abril deste ano, no programa da TV Cultura, Roda Viva, o entrevistado...
31/08/2026

NOSSO IDIOMA
com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert

Em abril deste ano, no programa da TV Cultura, Roda Viva, o entrevistado foi Daniel Munduruku, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos. É autor de mais de 70 livros e tornou-se recentemente o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras em seus 116 anos de história. Nascido em Belém, no Pará, pertence ao povo Munduruku (etnia originária da bacia do rio Tapajós, na Amazônia). O que gostaria de compartilhar desta entrevista com você, leitor(a), é a distinção que Munduruku faz do sentido dos termos “índio” e “indígena”. Por que “índio” não é mais uma palavra adequada para se referir a esse povo? Segundo ele: “índio” apaga a diversidade de línguas e culturas, padroniza os povos originários e reproduz estereótipos históricos. Já “indígena” significa "aquele que tem uma origem", "aquele que é da terra”. Em resumo, Munduruku declara: "O correto é sempre chamar o indígena pelo nome. Eu sou Munduruku, mas sou indígena de origem. Índio é uma palavra vazia de significado, indígena é uma palavra cheia de significado. [...] A palavra índio, portanto, é uma negação, ela nos nega; a palavra indígena, ela nos afirma."

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NOSSO IDIOMAcom Ana Carolina L. Agnolini WiggertNa língua portuguesa, alguns verbos exigem um complemento, que pode ser ...
24/08/2026

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com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert

Na língua portuguesa, alguns verbos exigem um complemento, que pode ser acompanhado de preposição, dependendo do caso. Esse é o conceito de regência verbal, como ocorre com o “gostar”, que rege a preposição “de”: Gosto de chocolate. Porém, há algum tempo, tenho observado nas redes sociais uma construção linguística que me chama a atenção e é cada vez mais comum não só entre influenciadores(as) mas também entre os(as) usuários(as) das plataformas: “Estou apaixonada nesse lugar”. O verbo “apaixonar” e o adjetivo “apaixonado(a)” exigem o emprego da preposição “por” e não “em”. Por isso, o adequado gramaticalmente seria: “Estou apaixonada por esse lugar”. Será que é um indício de que, na linguagem informal, temos uma mudança gramatical, como acontece em outras situações, por exemplo, “Vou no mercado”, em vez de “Vou ao mercado”, conforme determina a regra?

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NOSSO IDIOMAcom Ana Carolina L. Agnolini WiggertAssisti recentemente a um programa de entrevistas na TV com três atrizes...
17/08/2026

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com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert

Assisti recentemente a um programa de entrevistas na TV com três atrizes brasileiras que foram vilãs marcantes na história das telenovelas. Num dado momento, foi apresentado um trecho da novela global “A Sucessora”, de 1978, em que Susana Vieira contracenava com Nathalia Timberg. O que chamou a minha atenção foi a fala da personagem de Susana, a qual olhava fixamente para Timberg e lhe dizia mansamente, mas com firmeza: “A partir de hoje, preste atenção, a partir de hoje, você começará a sair desta casa. Eu ainda não sei, na verdade, quando irá transpor a porta da rua, mas já começou a sair...”

Que interessante é perceber que, hoje, essa fala tão formal certamente sofreria mudanças se fosse dita numa novela. O verbo “transpor”, arrisco dizer, não seria utilizado. Talvez, teríamos: “Eu ainda não sei, na verdade, quando você vai sair desta casa” ou “Não sei quando você vai para rua”. Concordam?

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A Academia Saltense de Letras (ASLe) realizou na manhã deste sábado (15.08.2026) a primeira reunião com a nova diretoria...
15/08/2026

A Academia Saltense de Letras (ASLe) realizou na manhã deste sábado (15.08.2026) a primeira reunião com a nova diretoria e membros empossados em junho. Os acadêmicos reforçaram a necessidade de políticas públicas e projetos de incentivo e valorização da leitura, ações que a ASLe faz questão de manter e expandir.

Diretoria

Marilena Matiuzzi - Presidente Marilena M Matiuzzi
Mércia Falcini - Vice-Presidente Mércia Falcini
Ivenise Santinon - 1ª Secretária Ivenise Teresinha Gonzaga Santinon
Valter Berloffa - 2º Secretário Valter Berlofa Lucas | Escritor e Palestrante
Antonio Valini - Tesoureiro Antonio Valini
Fabiano Ormaneze - Diretor de Comunicação Fabiano Ormaneze
Marco Ribeiro - Diretor de Relações Acadêmicas Marco Ribeiro

Conselho Fiscal

Anna Osta - Presidente Anna Osta Escritora
Augusto Gasparini Filho - Relator
Rafael Barbi - Membro Rafael Barbi

Comitê de Ética

Décio Zanirato - Presidente
Ana Carolina Agnolini Wiggert - Relatora Ana Carolina
Anita Liberalesso Neri - Membro Anita Liberalesso Neri

NOSSO IDIOMAcom Ana Carolina L. Agnolini WiggertHá quase um mês, foi lançado nos cinemas de todo Brasil o filme A Odisse...
10/08/2026

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com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert

Há quase um mês, foi lançado nos cinemas de todo Brasil o filme A Odisseia, dirigido por Christopher Nolan. A produção cinematográfica é uma interpretação do poema épico atribuído a Homero, A Odisseia, que narra a difícil volta do herói grego Odisseu para casa, a ilha de Ítaca, depois da guerra de T***a. Mas o que eu gostaria de compartilhar com você, leitor (a), é que, no nosso dia a dia, usamos expressões relacionadas à obra, por exemplo, “odisseia”: “A viagem para a praia foi uma odisseia!”, ou seja, a pessoa passou por inúmeras dificuldades para chegar ao seu destino. Outro uso frequente é de “canto da sereia”, como em: “Essa proposta de trabalho parece um canto da sereia”, isto é, há uma ideia de armadilha nessa situação. Logo, a literatura e o cinema influenciam muito nos usos que fazemos da língua e, às vezes, nem percebemos.

Ah, se você não assistiu ao filme, vale a pena ver!

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Dia dos PaisHá pais que deixam heranças materiais. Outros deixam algo muito maior: valores, exemplos e memórias que atra...
09/08/2026

Dia dos Pais

Há pais que deixam heranças materiais. Outros deixam algo muito maior: valores, exemplos e memórias que atravessam o tempo.

Os melhores ensinamentos quase nunca chegam em longos discursos. Eles se revelam na presença, no cuidado, na coragem silenciosa e no amor que orienta cada passo.

Neste Dia dos Pais, a Academia Saltense de Letras homenageia todos aqueles que, pela palavra, pelo exemplo e pelo afeto, escrevem as mais belas páginas na história de suas famílias.

Feliz Dia dos Pais

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A Academia Saltense de Letras parabeniza a acadêmica confreira Maria Damien Ignácio Pacheco pela passagem de seu anivers...
06/08/2026

A Academia Saltense de Letras parabeniza a acadêmica confreira Maria Damien Ignácio Pacheco pela passagem de seu aniversário, em 6 de agosto.

Que sua sensibilidade, dedicação à cultura e apreço pelas letras continuem inspirando aqueles que têm o privilégio de compartilhar sua trajetória.

Receba nossos votos de um feliz aniversário e de um ano repleto de alegrias, boas leituras e novas conquistas.

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NOSSO IDIOMAcom Ana Carolina L. Agnolini WiggertA língua é um sistema em constante transformação promovida pelos seus fa...
03/08/2026

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com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert

A língua é um sistema em constante transformação promovida pelos seus falantes, ou seja, ela muda devido a inúmeras situações de comunicação do dia a dia. As gírias exemplificam essas mudanças linguísticas. Nos últimos meses, a mídia publicou reportagens que explicam duas expressões faladas recentemente pelos jovens da geração Z (nascidos entre 1997 e 2009): “farmar aura” e “Six Seven”.

A primeira é a junção de “farmar”, que era utilizada em jogos de videogame e indicava a soma de pontos e experiências naquele universo, e “aura”, o carisma que uma pessoa tem. Logo, “farmar aura” significa ter uma atitude que chama a atenção. Inclusive, algumas cidades, como Suzano (SP), Fortaleza (CE) e Cuiabá (MT), realizaram recentemente campeonatos de “farmar aura”.

Já “Six Seven” foi empregada, inicialmente, no refrão de uma música do rapper americano Skrilla, depois viralizou em jogos de basquete e ganhou, por fim, as redes sociais. Essa expressão não apresenta um significado específico. Trata-se de um código (normalmente os jovens que a usam, balançam as mãos) que indica uma forma de pertencimento a um grupo.

Nos anos 1990, quando eu era jovem, “pagar mico” era uma gíria muito comum entre os adolescentes. E na sua adolescência, que gírias eram usadas? Compartilhe conosco aqui nos comentários.

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NOSSO IDIOMAcom Ana Carolina L. Agnolini WiggertVi esses dias uma coluna do escritor Ruy Castro, no jornal Folha de São ...
27/07/2026

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com Ana Carolina L. Agnolini Wiggert

Vi esses dias uma coluna do escritor Ruy Castro, no jornal Folha de São Paulo. Ele explicava uma das origens da expressão “puxar a capivara”, que tinha ouvido várias vezes na TV, durante um jogo de futebol. Achei-a interessante e quero compartilhá-la aqui.

“Puxar a capivara” significa consultar a ficha criminal e o histórico de antecedentes de uma pessoa. A relação com o animal se deve ao fato de que, quando a capivara surge à beira d’água, só se tem a noção do quão pesada ela é e do seu tamanho, ao puxá-la inteira. A metáfora pode ser feita com a ficha criminal da pessoa que pode ser extensa ou limpa quando se puxa seu histórico.

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A Academia Saltense de Letras celebra a indicação de O Príncipe Surdo entre os cinco finalistas do Prêmio Governador do ...
23/07/2026

A Academia Saltense de Letras celebra a indicação de O Príncipe Surdo entre os cinco finalistas do Prêmio Governador do Estado de São Paulo para as Artes 2026, na categoria Incentivo à Leitura.

Idealizado por nossa confreira Rose Ferrari, o projeto representa Salto e reafirma a força da literatura como instrumento de inclusão, acessibilidade e transformação social.

Parabenizamos toda a equipe envolvida por essa importante conquista e desejamos sucesso na cerimônia de premiação, que acontece no próximo dia 29 de julho, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Estamos na torcida!

Endereço

Salto, SP
13.320-009

Horário de Funcionamento

09:00 - 17:00

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