18/02/2022
MOBILIDADE ARTICULAR
A prescrição de exercício em academias de musculação normalmente é direcionada para frequência, intensidade, divisão de grupos musculares quase sempre visando hipertrofia, resistência muscular e emagrecimento (DA SILVA MACIEL et al. 2016). Todavia, nessa prescrição, deve-se pensar na elaboração do programa visando o equilíbrio das valências da aptidão física, não esquecendo o componente flexibilidade e mobilidade.
A flexibilidade é um componente essencial da aptidão física, visto que corrobora como fator de segurança na prevenção de quedas e de acidentes domésticos. Todavia, essa valência física normalmente é esquecida quando se elabora programas de treinamento, tendo em vista que uma deficiência na flexibilidade pode gerar disfunção nos movimentos aumentando o risco de lesões (DANTAS el al. 2002).
As disfunções nos movimentos articulares podem estar ligados a falta de mobilidade ou de estabilidade nas articulações. Submetermos nossas articulações a trabalharem além dos seus limites poderá resultar em lesões, ou seja, essa articulação que está com grau de mobilidade insuficiente poderá iniciar uma sequência de mecanismos compensatórios.
Dores nas costas podem estar associadas a falta de mobilidade do quadril. Dessa forma, o processo de dor na coluna lombar é causada pela compensação de movimento dessa região que deveria ser estável, porém se movimenta de maneira excessiva para compensar a imobilidade do quadril (BOYLE, 2018).
Sendo assim, a inclusão de exercícios específicos para aumentar a amplitude de movimento da articulação irá corrigir desequilíbrios musculares, melhorando os padrões de movimento e evitando com que os exercícios, principalmente com a utilização de cargas, sobrecarreguem as articulações, previnindo lesões.
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