18/12/2013
RETROSPECTIVA - HANDEBOL MASCULINO 2013
O ano de 2012 não foi dos melhores para o handebol casperiano e o futuro se tornou nebuloso, muito disso devido às saídas de importantes pilares para o time, entre eles Sorte, Saraceni, Nick e Tomás, que se formaram. Junto com a graduação deles, a base principal da equipe se abalou e, apesar da chegada de alguns voluntariosos e comprometidos bixos, 2013 começou com certa insegurança.
Com apenas seis meses de trabalho desde agosto de 2012, o recém-chegado técnico Gui Borin tentava implantar sua filosofia de jogo em meio a uma equipe em renovação. Tudo isso indicava que o ano seria difícil. Treinos físicos no Ibirapuera, treinos dentro e fora da Cásper, amistosos com os másters e equipes parceiras, o NDU. Tudo para chegarmos voando no Juca de 2013.
- O desafio e a superação no JUCA 2013
O JUCA, enfim, havia chegado. Depois de um primeiro semestre muito fraco no NDU, os Guerreiros não se encontravam entre os mais confiantes para a disputa em Jacareí. Chegamos lá com a plena consciência de que, ao contrário de tempos passados, não éramos favoritos e teríamos que brigar muito para avançar. A começar pelo time, Bruno César, Zeller, Nilo, Pirituba e o bixo Gustavo foram alguns dos jogadores que mais entraram em quadra e superaram o fato de nunca terem sido titulares na pressão de um JUCA. Primeiro jogo contra a Belas Artes. E aquela Belas Artes que sempre foi um time fraco, sem muita técnica, que treinava pouco antes do JUCA apenas para não tomar W.O, neste ano se mostrou diferente, capaz de brigar e buscar sua vaga.
Não nos deram sossego um segundo sequer no jogo e, somada à ansiedade da estreia e aos acontecimentos nada normais daquela partida, acabaram dificultando a primeira vitória do HM no JUCA, mas conseguimos. Vencemos e agora enfrentaríamos o velho conhecido Tubarão, que havia dado uma sacolada na Anhembi no primeiro jogo e estava voando. Sabíamos que não seria nada fácil. No vestiário tivemos uma conversa muito boa e entramos em quadra nos colocando no nosso lugar. No jogo, para nossa grata surpresa e até mesmo da apaixonada torcida casperiana que lotou o G1, disputamos intensamente um grande duelo de handebol e chegamos a f**ar à frente do placar na primeira etapa. Infelizmente, a qualidade do Mackenzie, que se tornou o campeão depois, afunilou a partida e acabamos levando a pior em uma semifinal emocionante. Uma lição havia sido aprendida: éramos mais fortes do que imaginávamos e isso seria levado para o segundo semestre.
- Um Sampira para animar
O JUCA provou aos Guerreiros que todos poderiam querer mais, porém um sentimento estranho retornou. Apesar da surpresa, o time se via um pouco abalado. Alguns atletas se afastaram, outros estavam lesionados e a pegada não parecia mais a mesma, mas depois de muitas conversas, reuniões, discussões e cobranças, o time foi voltando a sua forma e ganhando um novo ânimo, até que chegou o Sampira. Um campeonato que era desconhecido para a grande maioria dos casperianos até então, mas que se tornou um marco para a sequência da temporada devido à medalha de prata obtida em Piracicaba. Semifinal contra a Odonto-USP e passamos o carro sobre os futuros dentistas, por 32×12. Com ele ganhamos mais confiança para a final contra a POLI-USP, time do qual havíamos perdido de 20 bolas no Inter-U, duas semanas antes. Com a presença do bom e velho Rotta, chegamos ao jogo confiantes. Assim como contra o Mack no JUCA, fizemos um jogo pegado, em que f**amos à frente do placar muitas vezes, mas que terminou em empate no tempo normal. A decisão iria para a prorrogação, que terminou em novo empate. Nos 7 metros, infelizmente perdemos e acabamos f**ando com o vice-campeonato.
- Um NDU para provar muitas coisas
Depois do Sampira, tivemos um novo declínio, no qual o time estava tendo dificuldade com treinos e compromissos, mas passou. Depois de uma fase de grupos muito ruim, com apenas duas vitórias, conseguimos nos classif**ar em último e, nas quartas de final, enfrentamos o primeiro colocado da outra chave, a Medicina Santos. A disputa das quartas foi em um horário e local atípicos: 22h de um domingo na quadra da Med Paulista. Com o apoio da equipe de Handebol Feminino, de familiares e da Aguante Rojo, os Guerreiros de vermelho conseguiram uma vitória tranquila e espetacular em cima dos futuros médicos. Classif**ados para a semifinal, contra a FEI, tínhamos consciência da dificuldade do jogo, e foi como esperávamos. Um time muito forte e sólido conseguiu nos derrotar, e então disputaríamos o terceiro lugar contra a Med Uninove, num confronto atípico, no qual também acabamos levando a pior.
O ano acabou muito melhor do que esperávamos conseguir e as incertezas que pairavam sobre o handebol masculino casperiano se tornaram em esperanças fortes de que 2014 pode superar as expectativas novamente. De um time novo em quadra, com um técnico novo, nos fechamos como irmãos em busca de um mesmo sonho: o tricampeonato do JUCA.
Dentro de quadra, somos do tamanho que queremos ser, e isso ninguém pode mudar. GUERREIROS, GUERREIROS, GUERREIROS!
VIA: Homem Pássaro
FONTE: http://aaajesseowens.com.br/2013/12/retrospectiva-handebol-masculino-2013/ .fPeCgE9h.dpuf