01/06/2020
⚽️ IBC e o patrocínio na camisa da seleção brasileira em 1982
Na Copa do Mundo de futebol de 1982, ocorreu uma das mais insólitas histórias envolvendo camisas de futebol em Mundiais, tudo por conta de uma manobra para estampar o patrocínio do IBC (Instituto Brasileiro do Café) na camisa da Seleção Brasileira, durante o torneio na Espanha.
O primeiro escudo da CBF era bem parecido com o da CBD, com a mudança apenas da última letra da sigla e traz um estilo bem parecido com o que a Confederação Brasileira de Futebol utiliza atualmente com o fundo azul, linhas verdes amarelas e uma cruz pátea branca à frente.
No entanto, em 1982 esse escudo foi alterado e a taça da Jules Rimet foi colocada em destaque, com o fundo azul e a sigla CBF acima. No entanto, a primeira versão desse escudo traz um círculo branco ao lado direito da taça com um desenho que para muitos é indecifrável, mas representa um raminho de café. Este é o símbolo do IBC, que foi aplicado de forma bem discreta no escudo e burlou regra da FIFA que proibia patrocínios em camisas de seleções.
Detalhe do raminho do IBC na camisa da seleção brasileira de 1982
Para quem não sabe, o Instituto Brasileiro do Café (IBC) era uma importante estatal do Brasil, já que o café era um dos principais produtos de exportação do país, e especula-se que o valor investido na parceria com a CBF era bastante alto para a época, cerca de US$ 3 milhões.
O acordo de patrocínio com o time canarinho no entanto, não era novidade, já que bem antes da mudança repentina no escudo da seleção, diversos anúncios estrelados pelos craques daquele escrete já vinham sendo veiculados nos principais jornais do país com os dizeres: “Café e futebol sempre se deram bem. Agora estão mais juntos do que nunca”. Além disso, a aplicação do raminho, antes de ir parar no escudo, vinha sendo feita no lugar destinado à fornecedora, e há quem diga que o presidente da CBF na época, Giulite Coutinho, chegou a pedir para o presidente da FIFA, João Havelange, que o mesmo fosse permitido na Copa. No entanto, o pedido teria sido negado, com a justificativa de que uma liberação destas deveria valer para todos.