10/06/2026
“Ronaldo tinha apenas 17 anos quando foi convocado por Carlos Alberto Parreira para a Seleção Brasileira que disputaria a Copa dos Estados Unidos. Ele era uma promessa do Cruzeiro e já chamava a atenção pelo talento e pelos gols, mas ninguém imaginava que estaria tão cedo em uma Copa do Mundo.
Naquela campanha, Ronaldo não entrou em campo nenhuma vez — ficou no banco durante toda a competição. O ataque titular era formado por Romário e Bebeto, e ele estava ali mais como “aprendiz”, para ganhar experiência. Mesmo assim, viveu momentos marcantes.
Durante a final contra a Itália, em Pasadena, Ronaldo assistiu da reserva cada lance tenso, inclusive a disputa de pênaltis que deu o tetracampeonato ao Brasil. Quando Roberto Baggio isolou a cobrança decisiva, Ronaldo correu junto com todo o grupo para comemorar.
Mais tarde, ele revelou que, mesmo sem jogar, aquela Copa foi fundamental na sua carreira. Observando Romário de perto, aprendeu muito sobre posicionamento, frieza e confiança. Anos depois, já consagrado, Ronaldo sempre dizia que aquele título também era dele, porque o fez acreditar que poderia chegar ao topo.
Curiosamente, a taça de 1994 foi a primeira de Ronaldo com a Seleção — e ele viria a ser protagonista em 1998, e principalmente em 2002, quando conquistou o penta e marcou seu nome na história como um dos maiores de todos os tempos..”
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